Bolsonaro ouviu gritos de ‘genocida’ antes de entrar em hospital e surtar contra jornalistas

Bolsonaro durante entrevista onde mais uma vez agride as famílias dos mais de 500 mil mortos pela Covid no País

Com informações da revista Fórum e do jornal O Vale

Antes de surtar e agredir a jornalista Laurene Santos da TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo, o presidente Jair Bolsonaro foi chamado de ‘genocida’ por moradores de Guaratinguetá , que protestavam contra as 500 mil mortes provocadas pela Covid no País.

Reportagem do Jornal O Vale traça toda a trajetória de Bolsonaro na cidade, onde desembarcou na base da Força Aérea Brasileira, por volta das 10h.

“ Sem máscara, o que é proibido no estado de São Paulo, Bolsonaro provocou aglomeração ao cumprimentar e tirar fotos com simpatizantes”, relata o jornal.

Depois de participar da solenidade militar de formatura de sargentos da aeronáutica, ele, por volta das 12h30, foi visitar o Hospital de campanha da cidade, que será transformado em uma Unidade de Pronto Atendimento – UPA.

Na chegada ele foi recebido aos gritos de ‘genocida’ e de ‘fora Bolsonaro’ de moradores da cidade, que acabaram hostilizados por apoiadores raiz do tresloucado presidente da República.

Após uma visita de 20 minutos, Bolsonaro não suportou os questionamentos da imprensa sobre ter usado máscara na chegada à cidade, lembrando-lhe da multa aplicada pelo governo de São Paulo.

“Bota agora, estou sem máscara em Guaratinguetá. Está feliz agora? Está feliz agora? Essa Globo é uma merda de imprensa, vocês são uma porcaria de imprensa…”, gritou Bolsonaro, quando a repórter tenta falar.

“Cala a boca. Vocês são canalhas. Um jornalismo canalha vocês fazem. Que não ajuda em nada. Vocês destroem a família brasileira, vocês destroem a religião. A Rede Globo não presta. É uma péssima fonte de informação. […] Você tinha que ter vergonha na cara de prestar um serviço porco desse que você faz na Rede Globo”, gritou, abandonando a entrevista.

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