Privatização dos Correios ameaça 2 mil postos de emprego no Maranhão

Quatro agências dos Correios no Maranhão suspenderam atividades após assaltos

Mais de 2 mil servidores dos Correios no Maranhão estão apreensivos de terem suas vagas de emprego eliminados com a privatização da empresa. Os Correios vão encabeçar o processo de privatizações do governo Bolsonaro. Com a colaboração do vereador Honorato Fernandes (PT), os servidores dos Correios no Maranhão estão requerendo uma audiência pública na Câmara Municipal de São Luís para debater o processo. Denominado Programa de Parcerias de Investimentos, o processo necessita de aprovação do Congresso.

A audiência na Câmara deve ser protocolada pelo vereador Honorato como primeira ação após seu retorno ao legislativo municipal.  Os Correios estão presentes em 217 municípios do Estado.  Quatro agências, porém, encerraram suas atividades após serem alvos de assaltos. Em São Luís, duas agências deixaram de funcionar: no Oiteiro da Cruz e no Anjo da Guarda.

O ex-presidente do Sindicato dos Correios, Domingos Amorim, acredita que com a privatização haverá fechamento de mais agências. Domingos acredita que a privatização somente favorecerá as empresas estrangeiras que atuam no mesmo serviço.  “O que o Paulo Guedes está querendo resolver é a questão do Fundo de Pensão dos Funcionários dos Correios que ele contribuiu para dilapidação”, ressalta o sindicalista Domingos Amorim.

O plano do governo é privatizar pelo menos 17 empresas ainda este ano. A intenção é dar continuidade ao processo durante os próximos anos. A relação das empresas será divulgada nesta quarta-feira (21), segundo promessa do ministro da Economia, Paulo Guedes.

“As coisas estão acontecendo devagarzinho, vai uma BR Distribuidora aqui, daqui a pouco vem uma Eletrobras, uma Telebrás”, ironizou o ministro Guedes durante premiação “Valor 1000”, em São Paulo. A previsão é arrecadar R$ 80 bilhões com a venda de empresas este ano.

Com o Plano de Demissão Voluntária, o governo conseguiu eliminar somente 70 servidores do quadro no estado. Em nível nacional o plano foi inexpressivo.

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