Omissão e condescendência revelam apoio de Braide a atos terroristas

O prefeito Eduardo Braide

Enquanto a prefeitura de São Luís não emite sequer uma nota contra os ataques terroristas – nem mesmo se referindo como ‘atos antidemocráticos’ -, o prefeito Eduardo Braide se limita a postar 3 linhas em sua conta no twitter no domingo dia 8, sobre o mais grave atentado contra a Democracia no país desde o golpe militar de 64.

Dai em diante, nenhum pio.

Óbvias, artificiais e condescendentes as 3 frases utilizadas no twitter, são frases feitas comuns no mercado. São uma espécie bálsamo bengué para amenizar a dor de quem é obrigado a protestar contra o que, na verdade, quer defender. 

E acaba defendendo.

O colaboracionismo de Braide fica evidente ao compararmos suas três linhas com outras três também escritas no mesmo dia 8, pelo prefeito de Ribeirão Pires (SP) Guto Volpi. Ambos são filiados a partidos bolsonaristas, o PSD e PL, respectivamente.

Enquanto Braide escrevia “O Estado Democrático de Direito precisa ser preservado”; Volpi registrava: ”Como democrata, repudio todo ataque ao Estado Democrático de Direito”.

Embora ambas adquiridas no mesmo pregão de frases feitas, o prefeito de São Luís aconselha, o de Pires repudia.

Na segunda frase, as aparências se esvaem na escolha das palavras por cada um.   

“E nada justifica a violência e a depredação do patrimônio público”, escreve o maranhense.

O paulista, não tergiversa: “É inaceitável qualquer invasão, vandalismo e depredação do patrimônio público”.

E para concluir, enquanto o prefeito do interior de São Paulo se dirige às forças de segurança e ao poder Judiciário.

“Que todas as medidas legais sejam tomadas para o restabelecimento da ordem”.

O da capital do Maranhão envereda-se pelas mensagens positivas. Atos de fé e desejos, como se suficientes para superar os ataques do bolsonarismo em fúria.

“O Brasil merece e precisa encontrar o caminho de paz e da harmonia”, escreveu.  

William Blake, um visionário poeta inglês do século 18, que viu o diabo na janela, já dizia:

“Aquele que deseja e não age, engendra a peste”.

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