Em reação ao ‘golpe’ promovido por Roberto Rocha, Mical Damasceno também deixa o PTB

Depois de Lahesio Bonfim e dos deputados federal Josivaldo JP e estadual pastor Cavalcante, Mical é a quarta grande liderança a sair da legenda

Mical Damasceno vai agora entoar seus louvores em outra freguesia

Citada na nota divulgada e apagada 3 horas depois pelo senador Roberto Rocha, a deputada Mical Damasceno saiu do PTB.  

Na nota, Roberto diz que Mical teria concordado com o seu ingresso no partido, inclusive com a defecção do pré-candidato ao governo do Maranhão, Lahesio Bonfim.

“Então, ontem [quarta-feira, dia 30], almoçamos juntos, ocasião em que ele [Roberto Jefferson] me convidou para ingressar no PTB. Eu perguntei a ele sobre a situação do prefeito Lahesio e me foi dito que, por outras questões, a permanência dele no partido não seria viável. Na frente de Roberto Jefferson, telefonei para a deputada Mical, que me confirmou a informação”, diz o comunicado oficial do senador Roberto Rocha..

Mical disse através de nota em suas redes sociais que deixou o partido em respeito à Convenção Estadual das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus no Maranhão – CEADEMA.

A entidade esteve à frente da indicação do nome do prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim para disputar o governo do estado pelo PTB.

A pré-candidatura, no entanto, foi detonada pelo senador Roberto Rocha. Em uma articulação muito mal explicada, Rocha conseguiu se apoderar da legenda.

Bonfim se sentiu traído e através de vídeo distribuído nas redes sociais na última quinta, lamentou o corrido e expressando bastante mágoa foi om primeiro a deixar o partido.

Ainda na quinta, o deputado estadual Pastor Cavalcante e o federal Josivaldo JP, indignados com o “golpe” articulado por Rocha, também seguiram os passos de Lahesio.

Em suas manifestações, aliás louvores, Mical Damasceno expressava uma verdadeira devoção ao PTB, partido que presidiu e apostava colocá-lo à frente de um movimento de extrema direita, tendo em vista que o alvo de sua adoração eram e ainda devem ser, o ex-deputado Roberto Jefferson e o presidente Jair Bolsonaro.

A saída dos três petebistas de maior expressão e votos resulta em um verdadeiro esvaziamento da legenda.

Roberto Rocha tem agora um partido que pode chamar de seu.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

O DIA C: A Contradição do Azulejo, o Silêncio da Academia e o Balcão de Negócios da Nossa Memória

23 anos de teimosia: A Vida É uma Festa completa quase 1/4 de século sem pedir benção ou financiamento oficial

O Golpe Democrático (parte II): O Jornalismo de fotonovela e a ascensão do crime eleito

O Renascimento na Aleluia: A Chance do Governo Brandão Salvar a “Alma Viva” do Maranhão

O Golpe Democrático: A Engenharia do Silêncio e o Parlamento de Figurantes

O Fator Eliziane: O PT de Lula troca a disputa pelo Governo pela governabilidade no Senado

"Quando o mal triunfa o bem se esconde; quando o bem aparece, o mal fica de tocaia"

Wisława Szymborska