“Classe C” enquadra Edilázio e cobra a defesa do Itaqui como porto público e patrimônio do povo do MA

O vice-presidente da Federação Nacional dos Estivadores, Ivan Júnior

Além de amargar o reconhecimento da boa gestão da EMAP pelos membros da Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara e convidados a participar da vistoria ao Porto do Itaqui, o deputado Edilázio Júnior (PSD) ainda teve que engolir a “Classe C”,  a mesma que ele de maneira preconceituosa considerou durante o debate sobre a construção de um terminal de passageiro na Península, que iria invadir e sujar o horizonte da elite. 

A dose foi ministrada pelo vice-presidente da Federação Nacional dos Estivadores Ivan Júnior, que resolveu participar da reunião por desconfiar dos verdadeiros objetivos da vistoria e apelar aos deputados federais Edilázio Júnior e Aluísio Mendes (Pode), e o estadual César Pires (PV) que se unam em defesa do Itaqui como um porto público.

– O Porto do Itaqui é um patrimônio dos trabalhadores, e é o que justifica a nossa existência. O que a gente leva para casa, leva para nossos filhos, só é possível porque o Porto do Itaqui é um porto público –  alerta.

A preocupação de Ivan Júnior é com a possibilidade do Itaqui ser embrulhado para presente e entregue ao capital financeiro internacional, caso a EMAP perca a gestão do porto, como pretende o trio que a todo o momento propaga que o complexo portuário será retomado pelo governo Bolsonaro.

Representando quatro sindicatos (Arrumadores, Estivadores, Conferencistas e Vigias) e falando em nome de 350 trabalhadores, Ivan Júnior disse que todos colhem os resultados da eficácia da EMAP, como parte da política implantada pelo governo Flávio Dino.

– O Porto do Itaqui vive dois momentos; antes de 2015 e depois de 2015. E a gente carrega isso pra casa todo dia, através do salário. A gente ganha por produção. Se o Porto do Itaqui não produzir, a gente não ganha – explicou.

Nesse momento, César Pires olhava para o celular, passava a mão na cabeça, enquanto Edilázio fazia ares de pensador…

Não estavam nem aí.

Pobre Maranhão…

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