Demissão de Segovia do comando da PF é derrota de Sarney

Afilhado de Sarney, diretor da PF é exonerado

O oligarca José Sarney sofreu uma dura derrota na tarde desta terça-feira, 27. O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, decidiu trocar o comando da Polícia Federal e demitir o atual diretor-geral da corporação, Fernando Segovia, apadrinhado político e indicado para o cargo por Sarney.

Para o lugar de Segovia, que permaneceu por pouco mais de 3 meses no cargo, Jungmann indicou o atual secretário nacional de Segurança Pública, Rogério Galloro. Antes de assumir a Secretaria Nacional de Segurança Pública, Galloro era o número 2 na hierarquia da Polícia Federal na gestão de Leandro Daiello, antecessor de Fernando Segovia.

A demissão de Fernando Segovia veio em um momento de desgaste provocado por uma entrevista concedida por ele no início deste mês, na qual falou sobre inquérito que investiga o presidente Michel Temer e apura o suposto pagamento de propina na edição de um decreto relacionado ao setor de portos.

Na ocasião, Segovia disse que, até aquele momento, a Polícia Federal não havia encontrado nenhum indício de irregularidade na edição do decreto, dando a entender que o inquérito conduzido pela PF poderia ser arquivado.
Criticado, foi convocado pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, para se explicar. Disse ao ministro havia sido mal entendido e prometeu não fazer mais declarações sobre o caso.

A exoneração de Segovia pode frustrar os planos de José Sarney de continuar aparelhando a Polícia Federal para perseguir seus adversários políticos. Como fez o agora ex-comandante logo em seu primeiro ato como diretor da PF, ao desbaratar uma atrapalhada investigação contra a saúde do Maranhão.

Perde Sarney com essa mudança!

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