Geografia do trauma sobre duas rodas: Quem morre e onde sangra o Maranhão

Não é o Turista que ocupa as estatísticas. É o jovem trabalhador da periferia ou do interior, operando à exaustão nas madrugadas de São João
Esmenia, omissão como método, a herança excludente de Braide e o abandono da tradição e da população da Liberdade

Sem fiscalização avenidas viram mar de motocicletas e esquinas e muros mictório a céu aberto durante ensaio da Maioba
O ralo do SUS, a fragilidade dos capacetes e o alerta para as madrugadas juninas
Por trás das fitas coloridas e das toadas de bumba-meu-boi, a mistura de álcool, negligência estatal e capacetes de plástico transforma avenidas e rodovias maranhenses em corredores da morte
O DIA C: A Contradição do Azulejo, o Silêncio da Academia e o Balcão de Negócios da Nossa Memória

Por que a criação de um Museu Nacional do Azulejo atropela a vocação do Palacete da Rua Formosa, sepulta a memória da imprensa e expõe a triste capitulação de jornalistas e acadêmicos maranhenses? Há uma máxima na preservação do patrimônio histórico: a pedra fala, mas é preciso ter coragem para ouvi-la. Em São Luís, no […]
23 anos de teimosia: A Vida É uma Festa completa quase 1/4 de século sem pedir benção ou financiamento oficial

Zé Maria Medeiros: a trajetória de quem não se rende aos projetos incentivados – esse “mal”que transformou a criação em uma espécie de caça-níquel de editais Há uma São Luís que pulsa à revelia dos gabinetes, dos artistas incentivados e dos cidadãos de bem. Que o marketing institucional não consegue fotografar e que a política […]
O Golpe Democrático (parte II): O Jornalismo de fotonovela e a ascensão do crime eleito

A cobertura política cotidiana no Maranhão e no Brasil desceu ao nível da fofoca de corredor. É o que chamamos de fotonovelismo político.
O Renascimento na Aleluia: A Chance do Governo Brandão Salvar a “Alma Viva” do Maranhão

O som que ecoa nos terreiros de São Luís no Sábado de Aleluia não é apenas música; é um grito de sobrevivência. Enquanto o calendário oficial do turismo silencia, os grandes batalhões de matraca e os bois de baixada iniciam ali o seu ciclo vital. É a “noite permanente no terreiro”, o marco zero sem […]
O Golpe Democrático: A Engenharia do Silêncio e o Parlamento de Figurantes

A democracia brasileira vive sob o efeito de um entorpecente institucional. O que chamamos de “festa da democracia” é, na verdade, um golpe democrático executado com precisão cirúrgica a cada dois anos. A trama é sofisticada: interdita-se o debate real, pasteuriza-se o discurso e, ao final, garante-se que o Parlamento seja tudo, menos a […]