O nariz empinado e a água no rosto

Negar o papel dos caxienses invisibilizados na luta pela independência é como confundir os sinais de afogamento. É acreditar que a água escorrendo pelo rosto não alcançará os pulmões. É pensar que a falta de ar se deve apenas ao nariz entupido. É imaginar que a paisagem cada vez mais turva é um problema de visão, e não o anúncio da submersão

O 28 consagra rendição de uma elite assustada e apaga sangue caxiense que garantiu independência do país em 31 julho de 1823

A contradição gritante que o “feriadão” tenta esconder com o mito de que “não houve derramamento de sangue” é que o Maranhão não estava livre no dia 28. A independência sem derramamento de sangue foi um privilégio exclusivo e cínico dos salões de São Luís. A consolidação do território brasileiro só se deu, de fato, através da guerra brutal na princesa do sertão

A máscara da eficiência: Como o “Rapidão” revelou a face enganosa de Eduardo Braide

É preciso olhar para o passado e constatar o que muitos parecem já ter esquecido diante da máquina de propaganda política. O ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, sempre demonstrou, com o mesmo desplante que ostenta nas redes sociais, uma notável capacidade de apresentar ações enganosas disfarçadas de grande gestão. O início deste trabalho de […]