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  • Vice-procurador eleitoral, Nicolau Dino, defende cassação da chapa ‘como um todo’

    Para Nicolao Dino, provas colhidas durante processo mostram que         houve abuso político e econômico na campanha de 2014

     

    O vice-procurador-geral eleitoral Nicolau Dino durante julgamento no Tribunal Superior       Eleitoral (TSE) da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer Foto: Daniel Teixeira/Estadão

    O Estado de S.Paulo

    BRASÍLIA – O vice-procurador-geral eleitoral, Nicolao Dino, afirmou na noite de terça-feira, haver elementos para cassar a chapa formada pela ex-presidente Dilma Rousseff e pelo presidente Michel Temer “como um todo” pelos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    Para ele, as provas colhidas durante o processo mostram que houve “abuso político e econômico” na campanha de 2014 e que a análise de provas orais e documentais, compartilhados da Lava Jato e do Supremo Tribunal Federal, evidenciam que a Odebrecht destinou recursos de caixa 2 para a chapa Dilma-Temer.

    Dino afirmou, portanto, que a preliminar apresentada pela defesa da petista – de que objeto do julgamento teria excedido a acusação inicial – não deveria ser levada em consideração e que há confusão entre o que seria fato novo e provas que surgiram no caminho.

     

    Para o vice-procurador-geral eleitoral, o valor de R$ 150 milhões que Marcelo Odebrecht disse que doou à chapa “seria por is só forte evidenciador de abuso de poder econômico”.

    Ele também afirmou que o marqueteiro João Santana e sua mulher, Mônica Moura, declararam que prestaram serviços financiados com R$ 35 milhões da Odebrecht via caixa 2 e que houve efetivamente um depósito de R$ 20 milhões pagos à conta de Mônica em agosto de 2014.

     

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