Presidente da Anvisa deve esclarecer demora na análise dos documentos da Sputnik

O presidente da Anvisa Antonio Barra Torres: máscara com a cruz de malta. Foto: Agência Brasil

A CPI da Covid deve antecipar a determinação do STF e cobrar que o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, esclareça durante depoimento nesta terça-feira, às 10 horas, que documentos faltam para que a agência analise o pedido de autorização excepcional e temporária do Governo do Maranhão para compra da vacina russa Sputnik V.

Na segunda-feira, o ministro Ricardo Lewandowski atendendo a pedido do governo maranhense para acelerar a importação do imunizante, determinou que a Anvisa fizesse esse esclarecimento em até 48 horas.

Alguns membros da comissão têm expressado desconfiança que a agência reguladora boicota a aprovação da Sputnik V por questões políticas.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, senadores membros da CPI planejam pedir a quebra do sigilo telefônico e telemático (email, aplicativos de mensagens e redes sociais) de Antonio Barra Torres.

O objetivo é saber se ele sofreu algum tipo de pressão do presidente Bolsonaro ou de algum membro do governo. para dificultar ou facilitar a liberação de  vacina.

O contra-almirante da Marinha Antonio Barra Lopes nomeado diretor-presidente da Anvisa dia 4 de novembro faz parte do círculo de amizade militar de Bolsonaro, com quem compartilha das mesmas ideias contrárias as medidas drásticas no combate ao coronavírus. Ele costuma usar o símbolo da Ordem de Malta, uma organização de cavaleiros cristãos que surgiu durante as Cruzadas, no século XI.

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