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  • O cinismo de José Sarney na insistência da mentira de que não vetou Pedro Fernandes

    Um ser cínico é aquele repleto de fingimento, desfaçatez, de acordo com os dicionários da língua portuguesa. Tal adjetivo é perfeito para ilustrar uma figura icônica da política brasileira: José Sarney. Ao longo de décadas, o ‘estadista’ mais longevo do país sempre foi mitomaníaco, desde o seu nome, quando incorporou o Sarney graças a um certo senhor inglês, Sir Ney, a quem seu pai era muito ligado.

    Com o passar dos anos, José de Ribamar Ferreira de Araújo Costa – o José Sarney – foi aperfeiçoando seu dom despudorado e desavergonhado de se esquivar em escândalos de corrupção que poderiam lhe atingir.
    Em toda sua vida pública, ele sempre estivera intimamente ligado com corruptelas. Mas se tem uma coisa que os seus adoradores vociferam com orgulho é nunca terem provado nada contra ele.

    Como definiu o jornalista Diego Escosteguy em suas redes sociais, José Sarney “é um político antigo e das antigas. Sabe manobrar o poder que tem com o menor custo possível. Não se expõe, exceto quando necessário”.

    Nos últimos dias, o Brasil presenciou uma dessas exposições de José Sarney. Ele teve que o fazer, ao vetar o nome do deputado federal Pedro Fernandes para o Ministério do Trabalho. Usou seu poder sobre o presidente Michel Temer como último artifício, já que já havia tentado coagir o parlamentar a apoiar a sua filha, Roseana, e não conseguiu.

    Após o alvoroço causado pelo veto a Fernandes a nível nacional, José Sarney teve que largar seu pijama e voltar a baila, para esconder a mão depois de ter jogado a pedra. Só que o caldo já estava derramado, e toda a imprensa nacional apontou como o culpado pelo veto a Fernandes somente uma pessoa: José de Ribamar Ferreira de Araújo Costa, vulgo Sarney.

    Mesmo assim, ele insiste no seu habitual cinismo, insistindo que o veto não seria culpa sua. Coloca os seus combatentes na rua para reforçar a sua defesa, mas não vence a guerra, já que a verdade já está posta sobre a mesa.

    Desta vez, nem o cinismo salvou José Sarney.

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