Bolsonaro retira menção de violência contra a mulher e exclui “democráticos” e “respeito à diversidade” de livros didáticos infantis

Se fosse gente, seria transtorno bipolar, como não é, é Bolsonaro – Foto publicada no site Distopia

Enquanto cumpre roteiro de campanha eleitoral distribuindo título de terras para os negros de Alcântara, zerando imposto federal dos gás de cozinha e diesel, e outros engodos para fisgar eleitores para 22,  ele vai idiotizando futuros adeptos do negacionismo retirando dos livros escolares do 1º ao 5º ano do ensino fundamental (6 a 10 anos) trechos que fazem menções à violência contra à mulher e  excluindo palavra ‘democráticos’ dos princípios éticos.

O edital do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), com as regras que determinam se um livro didático de português e matemática será aprovado ou rejeitado pelo governo para adoção na rede pública de ensino fundamental em 2023, foi publicado no Diário Oficial da União na última sexta-feira (12), conforme revela o site G1.

O novo PNLD literalmente abduziu da educação infantil a compreensão do racismo, homofobia, preconceitos. desigualdades de gênero e tantos outros flagelos que atingem índios, mulheres, negros, pobres e se permitirmos, democratas, cientistas, petistas, deficientes físicos, comunistas…   

Trechos como “especial atenção para o compromisso educacional com a agenda da não-violência contra a mulher” e promover “negativamente a imagem da mulher” foram alterados para  “promover positivamente a imagem dos brasileiros, homens e mulheres” e “estar isenta de qualquer forma de promoção da violência”.

A seção que versa sobre os princípios éticos retirou as expressões “democráticos” e “respeito à diversidade” e ficou em 2023 como “obras observarão os princípios éticos necessários à construção da cidadania e ao convívio social republicano”.

O PNLD de 2019, o último edital voltado para os primeiros cinco anos do ensino fundamental,  falava especificamente da possibilidade de exclusão de obras que promovem “postura negativa em relação a cultura e história afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros” ou que abordassem o tema do preconceito “de forma não solidária e injusta”

No processo de 2023 a seção de “princípios éticos” não fala mais sobre exclusão de obras e afirma que os livros deverão “promover positivamente a imagem dos brasileiros, homens e mulheres, e valorizar as matrizes culturais do Brasil – indígena, europeia e africana – incluindo as culturas das populações do campo, afrobrasileira e quilombola”.

Com informações do G1

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