STF manda prender 32 bolsonaristas suspeitos de tocar o terror na noite do dia 12 em Brasília

Cenas de guerra na noite dominada por bolsonaristas em Brasília

A Polícia Federal e a Polícia Civil do Distrito Federal realizaram ainda o início a noite de ontem as primeira prisões dos suspeitos de participar dos atos de vandalismo registrados em Brasília no último dia 12.

Autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, a Operação Nero cumpre 32 mandados de prisão. Na noite do dia 12, houve a tentativa de invasão ao Edifício-Sede da PF, depredação à 5ª Delegacia de Polícia, além de incêndios criminosos contra veículos e ônibus.

Os mandados estão sendo cumpridos nos estados de Rondônia, Pará, Mato Grosso, Tocantins, Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal.

As investigações tiveram início na Polícia Federal, para identificar os envolvidos no ataque ao Edifício-Sede da instituição, e na Polícia Civil do Distrito Federal, a qual apurou os atos de vandalismo cometidos em Brasília.

Os suspeitos teriam tentado invadir a sede da PF com o objetivo de resgatar um homem preso pela instituição no dia 12. Após serem frustrados, teriam dado início a uma série de atos de vandalismo pela cidade. As duas investigações foram encaminhadas, em razão de declínio de competência, ao Supremo Tribunal Federal.

O conjunto da investigação buscou identificar e individualizar as condutas dos suspeitos de depredar bens públicos e particulares, fornecer recursos para os atos criminosos ou, ainda, incitar a prática de vandalismo.

Os crimes objetos da apuração são de dano qualificado, incêndio majorado, associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, cujas penas máximas somadas atingem 34 anos de prisão.

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