Sarney mais uma vez atua para boicotar o Maranhão

 

Aliado de Temer, é um dos principais articuladores do golpe contra a ex-presidente Dilma, partiu de Sarney o pedido para que o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) fosse barrado da comitiva presidencial que viajará à China na semana que vem.

O tucano iria aproveitar a “carona” presidencial para articular as negociações da instalação de uma siderúrgica em Bacabeira com a empresa chinesa CBSTEEL. Em abril, Brandão foi ao país asiático participar de encontros com empresários. O investimento pretende desenvolver a região e gerar diversos empregos.

O único objetivo de Sarney, ao solicitar a exclusão de do vice-governador da viagem, é de dificultar as negociações entre a China e o governo do estado que já estão bem adiantadas. Ao contrário da Refinaria da Petrobrás de Roseana que virou apenas promessa, a siderúrgica em breve deve começar a instalar as primeiras pilastras. A inauguração de empreendimento dessa envergadura pelo governador Flávio Dino (PCdoB) seria trágico para a oligarquia Sarney em retornar ao poder do Maranhão, onde mandou por de 40 anos e condenou o estado à extrema pobreza, a maior do país segundo dados do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Esse não foi o primeiro boicote de Sarney ao Maranhão administrado pelos comunistas. No ano passado ele sugeriu a federalizar o Porto do Itaqui, após Temer assumir a presidência no lugar de Dilma Rousseff. O peemedebista também agiu em relação ao calote do governo federal nos recursos do Fundeb que deixaram de ser repassados ao Estado neste ano.

Como não poderá embarcar no avião presidencial, Brandão terá de apelar para voos comerciais com escalas pouco amigáveis.

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