Roberto Rocha vota pela entrega da Eletrobras ao capital estrangeiro e mostra a quem serve um senador

Roberto Rocha todo elétrico com o serviço prestado

Com um voto a mais do que o mínimo necessário, o plenário do Senado aprovou por 42 a 37 a permissão para que governo Bolsonaro colocasse a venda a Eletrobras, um dos grandes patrimônios da população brasileira que escapou da sanha privatista da administração tucana de Fernando Henrique Cardoso. A apertada aprovação da MP 1.031/2021 contou com o voto favorável de Roberto Rocha, que não perde uma oportunidade de mostrar aos maranhenses a quem serve um senador.

A estatal é responsável por 30% da energia elétrica no país, emprega mais de 12 mil brasileiros e gerou R$ 30 bilhões em lucros nos últimos 3 anos

A decisão do Senado é considerada um golpe contra a soberania nacional no setor elétrico. Levantamento divulgado mês passado pela Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace) aponta que no final do mês a conta de luz, caso a privatização seja confirmada, vai aumentar em até 20%.

A versão aprovada anteriormente na Câmara com os votos de 12 dos 18 deputados federais maranhense, o custo extra chegaria a R$ 400 bilhões no prazo de 30 anos, onerando, como sempre, no bolso do consumidor.

Com as modificações promovidas pelos senadores, a MP do apagão retorna para uma segunda votação na Câmara. Os 12 maranhenses mudarão seus votos conscientes pela energia que deles emanam?

Durante a sessão de votação no Senado, os senadores de oposição denunciaram que o Planalto estaria fazendo adaptações na MP para “comprar” os votos de senadores que não iriam aderir à proposta.

A nova votação vai ocorrer na próxima segunda, visto que na terça vence o prazo de validade da MP editada por Seu Jair.

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