Roberto Rocha manipula redes sociais para incitar população contra o judiciário do MA

O senador Roberto Rocha utilizou suas redes sociais para incitar a população contra o Judiciário maranhense. Com a malícia de um hipopótamo, ele conduz o leitor a acreditar que as decisões do juiz Cristiano Simas de Sousa, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, possuem motivações políticas.

Sem disponibilizar as sentenças e de maneira ardilosa, Rocha faz referência a duas decisões recentes do magistrado indeferindo Ações Populares interpostas contra o governo Flávio Dino.

A primeira, ele diz que a decisão que foi publicada `ontem´ indeferindo AP, de sua autoria, contra a Secretaria de Administração Penitenciária; trata-se daquela Ação em ele requereu a suspensão imediata do contrato de construção dos ´motéis` em presídios e o remanejamento desses recursos para o combate à Covid ´entre presos, seus familiares e agentes carcereiros`.

O termo motel é parte da fake News que ele criou para criminalizar o projeto financiado pelo Fundo Penitenciário Nacional. Os módulos íntimos é uma forma de estimular os vínculos afetivos paternais, maternais ou conjugais com vistas à reassocialização dos internos.

Em seguida, Rocha demonstra curiosidade. Ressalta que ´dias atrás`, o mesmo juiz também extinguiu uma ação popular do genro da desembargadora Nelma Sarney, o deputado federal Edilázio Júnior, que pedia a condenação da Sinfra pela precariedade de uma obra na MA-315, ´entre Barreirinhas e Paulino Neves´.

´Pra quem não se lembra, essa é aquela estrada que, 3 meses após ser inaugurada pelo governador Flávio Dino, mais parecia a superfície da Lua, tamanha a quantidade de crateras´, escreve o senador Bob, com a cara mais lisa do mundo.

Isto posto, RR conclui o ardil:

´A leitura das decisões me fez crer que o problema não está no mérito das duas ações populares. ONDE, ENTÃO, ESTÁ O PROBLEMA? A resposta eu deixo para vocês. Quero ver se advinham!`.

Viram aí, ele conclui que a leitura das decisões o levou a crer e pergunta ao leitor, que não leu e não tem acesso à decisão, onde está o problema.

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