FOLHA: Governo Bolsonaro pediu propina de US$ 1 por dose, diz vendedor de vacina

O diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias – Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Constança Rezende

BRASÍLIA

O representante de uma vendedora de vacinas afirmou em entrevista à Folha que recebeu pedido de propina de US$ 1 por dose em troca de fechar contrato com o Ministério da Saúde.

Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que se apresenta como representante da empresa Davati Medical Supply, disse que o diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, cobrou a propina em um jantar no restaurante Vasto, no Brasília Shopping, região central da capital federal, no dia 25 de fevereiro.

Roberto Dias foi indicado ao cargo pelo líder do governo de Jair Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). Sua nomeação ocorreu em 8 de janeiro de 2019, na gestão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM). A Folha tentou, sem sucesso, contato com Dias na noite desta terça-feira (29). Ele não atendeu as ligações.

Continue lendo Aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

O ralo do SUS, a fragilidade dos capacetes e o alerta para as madrugadas juninas

O DIA C: A Contradição do Azulejo, o Silêncio da Academia e o Balcão de Negócios da Nossa Memória

23 anos de teimosia: A Vida É uma Festa completa quase 1/4 de século sem pedir benção ou financiamento oficial

O Golpe Democrático (parte II): O Jornalismo de fotonovela e a ascensão do crime eleito

O Renascimento na Aleluia: A Chance do Governo Brandão Salvar a “Alma Viva” do Maranhão

O Golpe Democrático: A Engenharia do Silêncio e o Parlamento de Figurantes

"Quando o mal triunfa o bem se esconde; quando o bem aparece, o mal fica de tocaia"

Wisława Szymborska