Filme do cearense Karim Aïnouz é premiado no Festival de Cannes

‘A vida invisível de Eurídice Gusmão’ tem Carol Duarte e Júlia Stockler como protagonistas. — Foto: Bruno Machado/Divulgação

Por Rodrigo Fonseca (Globo)

Definido por seu realizador, o cearense Karim Aïnouz, como um “melodrama tropical”, “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, adaptação para o cinema do livro homônimo de Martha Batalha sobre duas irmãs no Rio de Janeiro dos anos 1950, saiu premiado do 72º Festival de Cannes: conquistou Prix Un Certain Regard no encerramento da mostra.

Karim dedicou suas vitória às mulheres, com um destaque especial a uma delas: Fernanda Montenegro, que integra seu elenco.

“O Brasil está passando por momentos difíceis, com nossa educação ameaçada. Que venham dias melhores”, disse ele no palco do Palais des Festivals, em português.

Uma das vitrines mais importantes do evento, paralela à disputa pela Palma de Ouro, a seção, traduzida literalmente por aqui como “Um Certo Olhar”, exibiu o longa-metragem na última segunda-feira, 20/5. Desde então, foram só elogios para ele, e nas mais variadas línguas.

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