
Dizem que a penumbra é o lado mais claro de um eclipse, e é exatamente nessa zona cinzenta de confusão mental que políticos – manifestamente os de mandatos na atual legislatura – da base esquerdista do ministro do STF e ex-governador Flávio Dino – essa quinta coluna do teclado – decidiram encenar sua tragicomédia. Enquanto o eclipse de 2026 se projeta no horizonte, esses estrategistas da “visão tosca” resolveram que o inimigo a ser batido não é o extremismo, mas o governador Brandão. É uma tática de mestre: para salvar a alma, entregam o corpo aos bárbaros
Para esses estrategistas de gabinete, o teclado não é uma ferramenta de expressão, mas um esconderijo; ali, eles mostram a língua para o próprio governo, sabotando o governador Brandão enquanto juram fidelidade a Lula e Dino. É uma palavra furada, sem lastro, como a “cédula de 2 reais”.
Crônica de uma morte anunciada
Neste mês de agosto, a ironia é cruel. Getúlio Vargas saiu da vida para entrar na história; já esses personagens de quadrinhos, esses “emolgentes” da rede social, saem da vida apenas para virar nuvem artificial. Estão no topo da montanha digital, mas não provocam chuva; são apenas névoa que cega quem deveria enxergar o perigo. Enquanto a elite “lulista-dinista” se congratula em um jardim de paraíso artificial, regado a curtidas e sem o adubo da realidade, o cidadão comum permanece no limbo, esperando uma chuva que esses atores, ocupados demais em seus próprios ritos, jamais permitirão cair.
A negação do sujeito é completa: trocam o compromisso político pela pose de rede social. Zombam de todos nós ao tratar a governabilidade como um roteiro de ficção, ignorando que, na vida real, essa descoordenação é a crônica de uma morte anunciada. Eles pavimentam a estrada real para os bárbaros — as “bestas-feras” que já possuem candidaturas competitivas prontas para ocupar o vácuo deixado por essas disputas infantis.

Eles sabem o que fazem
O risco não é retórico. Como Lula já alertou, sem uma base consolidada, o Senado vira o Olimpo de quem “pensa que é Deus”. Facilitar que nomes como Lahésio Brandão ocupem uma vaga em 2026 não é apenas um erro de cálculo; é um colaboracionismo explícito travestido de purismo. Estão entregando o escudo legislativo ao extremismo para que, em 2027, o país seja paralisado e o STF “avacalhado” por processos de impeachment.
Não há espaço para falso moralismo, apenas para o pragmatismo de quem sabe que coordenação é a chave da sobrevivência. Ao fustigar Brandão como se ele fosse a oposição, esses grupos promovem a erosão da capacidade de comando. Eles parecem ter esquecido Darcy Ribeiro; preferem a pureza da derrota ao compromisso da construção. Confundem poder com trono e compromisso com promessa, como se o rei ainda fosse um escolhido da divindade.
A oposição é essencial à democracia, pois, como em Platão, é no embate das diferenças que nasce a consciência. Mas tratar o extremismo como oposição é naturalizar o desmonte civilizatório. Esses dinistas estão jogando um jogo perigoso onde o prêmio é a própria irrelevância.
Não vão passar batido
Quando a “merda” emergir das urnas e o cerco institucional se fechar, saberemos exatamente quem foram os operários da nossa derrota. Por enquanto, fiquem com seu jardim sem adubo. Seguimos no Blog, nec spe nec metu — sem a ilusão das nuvens de rede social e sem o temor de apontar o dedo para os que hoje digitam, sorridentes, o nosso isolamento.
Facilitar a ascensão de um Lahésio não é um erro de cálculo; é um suicídio assistido em nome de uma visão paroquial que não enxerga um palmo além da próxima visualização.
Enquanto a base civilizatória se corrói por dentro, o extremismo observa na primeira fila. No fim das contas, o maranhense assiste ao eclipse da razão. E quando a luz voltar, o que restará não será a pureza ideológica, mas o deserto institucional de um governo cercado por “divindades”. Eleitas por quem?
Estão pavimentando o caminho para os nossos próprios carrascos.

