Bolsonaro diz que gostaria de “matar” ONGs da Amazônia e “desenvolver” região com dinheiro estrangeiro

O presidente Jair Bolsonaro defendeu a política ambiental de seu governo durante live presidencial realizada nesta quinta-feira (3) e criticou duramente Organizações Não Governamentais. O ex-capitão ainda falou que o aumento de terras indígenas e quilombolas prejudicaria o agronegócio.

“Vocês sabem que ONG não tem vez comigo, né? Boto pra quebrar com esse pessoal lá. Não consigo matar esse câncer chamado ONG”, disse Bolsonaro ao comentar sobre um programa lançado pelo Ministério do Meio Ambiente que prevê a adoção de parques por empresas com investimentos de 10 euros por hectare.

Bolsonaro ainda afirmou que cogita “desenvolver” a Amazônia com investimento estrangeiro, reforçando a polêmica declaração que aparece em documentário sobre o Fórum Econômico Mundial, de Davos. “Se tivermos que desenvolver a Amazônia com capital externo, virá de países que tem compromisso com a democracia e a liberdade. E quem vai decidir sou eu”, afirmou.

O presidente voltou a afirmar que sofreu pressão durante a Assembleia Geral das Nações Unidas para aumentar as áreas de reservas ambientais e atacou indígenas e quilombolas. “Na ONU queriam que os territórios indígenas passassem de 14% para 20%. Já imaginou? Mais reservas? Mais quilombolas? Mais APAs? Aumentando os parques nacionais? O Brasil não aguenta, acaba com o agronegócio. Somos o país que mais preserva o meio ambiente”, declarou.

Ele ainda minimizou as queimadas. “Muitas vezes o proprietário está fazendo uma fogueira de São João e vai para o satélite como foco de incêndio”, disse.

Mandetta

Em outro momento da live, o ex-capitão ainda insinuou que o ex-ministro Henrique Mandetta estaria envolvido em suposto esquema de superfaturamento de respiradores. “Vocês lembram de um ministro nosso que virou marketeiro da Globo, o Mandetta? O que ele falava? Fica em casa e, quando faltar ar, você vai pro hospital pra ser entubado. Para ser entubado precisa de que? Respirador. Então ‘vamos comprar rapidinho’ respirador pagando R$ 200 mil no que custa R$ 30 mil”, afirmou.

Da Revista Fórum

 

Uma resposta

  1. Maura Jorge tá zangada demais com Roberto Rocha porque pra ele disse que iria ajudar na campanha dela para prefeita e agora estar dando a desculpa para ela que o partido está sem dinheiro , só que a verdade é que ele vai usar todo em Imperatriz e São Luís. Más línguas dizem que Roberto não esqueceu da votação de 2018 e isso o faz travar em ajudar Maura Jorge via partido.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

O teatro da antipolítica e a implosão da Frente Ampla no Maranhão

O Xadrez político de 2026, a batalha pelo Senado e o futuro do STF

A caça, o bicho e a igualdade: A educação dos homens é a nova luta do movimento feminista

Edivaldo Holanda: o silêncio das encostas e a Justiça do legado invisível

A máscara da eficiência: Como o “Rapidão” revelou a face enganosa de Eduardo Braide

Operação contra Jacques Wagner evidencia a grande diferença na autonomia da PF entre as gestões Lula e Bolsonaro

"Quando o mal triunfa o bem se esconde; quando o bem aparece, o mal fica de tocaia"

Wisława Szymborska