Embaixada brasileira em Londres é alvo de protestos pela Amazônia

Ativista protesto em frente ao consulado brasileiro em Cali, Colômbia

LONDRES — Manifestantes cercaram a embaixada brasileira em Londres em protesto contra as queimadas na Amazônia e as políticas ambientais do presidente Jair Bolsonaro. O protesto foi convocado pelo Extinction Rebellion, grupo que há pouco mais de uma semana jogou tinta vermelha na representação brasileira em um ato contra os danos à floresta amazônica e o que descreveram como violência contra os povos indígenas da região.

Segundo o site do Extinction Rebellion UK, é esperado que centenas de pessoas participem das manifestações, contra “as políticas ambientais do governo brasileiro que agravam o desmatamento da Amazônia e acentuam os assassinatos de indígenas que morrem protegendo sua terra”. O ato contou com a participação de lideranças indígenas Huni Kuin Kaxinawá, que realizaram discursos, cantos e orações.

As queimadas na Amazônia, que historicamente se intensificam de junho a setembro, meses mais secos do ano, atingiram na quarta-feira seu maior número em sete anos, segundo o Programa Queimadas do Inpe. Segundo o órgão, nos primeiros oito meses de 2019, o Brasil registrou um aumento de 83% no número de queimadas, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Outras embaixadas brasileiras ao redor do mundo também foram alvo de protesto nesta sexta-feira. Em Mumbai, na Índia, protestantes usaram máscaras verdes com os dizeres “Ajudem a salvar a Terra”. Na capital francesa, Paris, a embaixada também foi ocupada.

Em Amsterdã, na Holanda, manifestantes deitaram no chão e pediram a salvação da Amazônia. Moradores de Madri e Barcelona, maiores cidades da Espanhã, também foram às ruas pedir o fim das queimadas e do desmatamento na região. A falta de demarcação de terras indígenas também foi abordada.

Em Berna, na Suíça e Dublin, na Irlanda, também ocorreram protestos. As manifestações aconteceram no dia seguinte ao presidente francês, Emmanuel Macron, convocar os países componentes do G7 para discutirem as queimadas na Amazônia.

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