VÍDEO: Canto indígena de Bruno Pereira ganha remix emocionante de André Abujamra

Cantor, compositor e arranjador nos entrega uma obra-prima composta por todos os povos da floresta; um novo Hino Nacional que já era escrito séculos antes dos brancos

Por Julinho Bittencourt (Revista Fórum)

Nesta segunda-feira (13), ao mesmo tempo em que corria uma notícia não confirmada que seus corpos haviam sido encontrados, viralizava nas redes um vídeo em que Bruno Pereira cantava uma canção indígena.

Uma cena comovente em que, com um sorriso de garoto que se diverte, o indigenista é acompanhado por vozes, provavelmente de indígenas que não aparecem no vídeo, que ressoam no eco da floresta sem fim.

O cantor, compositor e arranjador André Abujamra assistiu ao vídeo, assim como milhares de brasileiros, comovido. Impulsionado pela emoção da história, a candura das imagens e tudo o mais fez um remix do canto.

Abujamra conta: “eu não costumo ficar profundamente triste. Quem me conhece sabe que sou muito otimista e raramente faço a tristeza me dominar, mas hoje eu quebrei a espinha! Geralmente eu faço música como uma oração! Quando vi o vídeo do bruno chorei muito e daí fiz esse remix! meu amigo /irmão Mauro Renui fez o vídeo! força e amor”.

O que já era bonito por si só, virou um épico, impulsionado pelos fatos e pelo tratamento dado a Abujamra à canção. Uma sofisticada reação musicada à destruição de uma das regiões mais nobres do mundo pelo garimpo, pelos madeireiros, criadores de gado e toda a sorte de exploradores que receberam sinal verde de um governo decidido a “passar a boiada” pelo local.

Abujamra na veia

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

O alerta vermelho em São Luís: Ou nos unimos ou nos dadamos

O deboche da normalidade, a omissão da defensória e os eleitores que são o princípio e o fim de uma eleição condenados ao purgatório do Dom Bosco

O Vazio das Urnas, a Seca no Copo e a Sátira de Quincas

A voz que rompe o consenso — Por que a candidatura de Saulo Arcângele merece a atenção do Maranhão

A Pequena Pobreza: O Arrocho sobre a Classe Trabalhadora Urbana Assalariada

A Ilusão da “Falsa Cara Nova” e o Negócio das Duas Vagas ao Senado no Maranhão

"Quando o mal triunfa o bem se esconde; quando o bem aparece, o mal fica de tocaia"

Wisława Szymborska