Setor de bares critica ideia do futuro ministro da Cidadania de limitar venda de bebidas alcoólicas

“A Inglaterra, por exemplo, tinha uma restrição nos pubs até 23 horas. O que aconteceu foi que as pessoas bebiam tanto antes do fechamento dos bares que houve um acúmulo de ocorrências de crimes”, argumenta Paulo Solmucci, presidente da Abrasel


A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) rechaçou a proposta do futuro ministro da Cidadania de Jair Bolsonaro, Osmar Terra (MDB-RS). Em entrevista ao Globo, ele defendeu um limite de horário para a venda de bebidas alcoólicas em todo o país. A entidade diz que a ideia “vai na contramão do pensamento dos principais urbanistas do mundo”, de acordo com informações do Extra.

“Os bares e restaurantes, hoje, segundo grandes urbanistas, estão ligados à segurança pública. Quem prefere pegar um ônibus em uma rua sem luz em vez de esperar em uma que tenha um posto de gasolina, um bar aberto? A segurança está ligada à presença das pessoas, à ocupação. Esse é o conceito mundial. O ministro erra no diagnóstico”, declarou Paulo Solmucci, presidente da Abrasel.

Ele também criticou a afirmação de Terra de que, em Diadema, na região metropolitana de São Paulo, a violência diminuiu a partir da restrição ao funcionamento de bares após 23 horas. Na avaliação de Solmucci, a redução da violência foi resultado de um conjunto de 11 medidas.

“A Inglaterra, por exemplo, tinha uma restrição nos pubs até 23 horas. O que aconteceu foi que as pessoas bebiam tanto antes do fechamento dos bares que houve um acúmulo de ocorrências de crimes e acidentes de trânsito exatamente por conta do horário. Tanto que a Inglaterra reviu as restrições por conta disso”, rebateu.

Revista Fórum 

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