“Seria mais digno ter se desculpado”, diz Flávio Dino após Bolsonaro reiterar ataque

O governador do Maranhão, Flávio Dino

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), usou o Twitter, neste sábado (20) para comentar as novas declarações do presidente Jair Bolsonaro, que negou ter chamado nordestinos de “paraíbas” e disse que sua fala era direcionada apenas aos “governadores do Maranhão e da Paraíba, que são intragáveis”.

“(Bolsonaro) reiterou agressões pessoais contra mim e o governador da Paraíba, tentando dissimular grave preconceito regional. Seria mais digno ter se desculpado”, declarou o governador Flávio Dino.

“O ódio impede um gesto de respeito e grandeza. Lamento muito. Amanhã há de ser outro dia”, pontuou Dino, relembrando a canção “Apesar de você”, do músico Chico Buarque, que foi censurada pela ditadura militar.

Em complemento, Dino fez um apelo de união ao país. “Sul, Sudeste, Nordeste, Norte, Centro-Oeste. Não somos rivais. Sei que a imensa maioria da nossa Nação quer união, justiça social e paz. Não podemos aceitar a imposição de ódios, preconceitos, agressões. O Brasil é de todos nós”, assegurou.

Uma resposta

  1. O ideal seria o Camarada FD renunciar ao cargo de governador e se dedicar em tempo integral em ser o contraponto ao Presidente – até porque ele é governador do Estado e quando fala o que fala em nome de seu projeto pessoal de poder, afeta o Estado. Estado aliá, que está simplesmente no fundo do poço.
    Pobre Maranhão.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Depois do debate da Globo, o eleitor de Flávio Bolsonaro agora sabe a baixeza da criatura em que está depositando o voto

Quebra de sigilo bancário: A transparência financeira de quem pretende governar o país não pode ser refém de armadilhas jurídicas nem de desafios de campanha

O “Vorcarinho” de Brasília, William Tomaz, a magia da sociedade oculta e a bet de Flávio Bolsonaro

O alerta vermelho em São Luís: Ou nos unimos ou nos dadamos

O deboche da normalidade, a omissão da defensória e os eleitores que são o princípio e o fim de uma eleição condenados ao purgatório do Dom Bosco

O Vazio das Urnas, a Seca no Copo e a Sátira de Quincas

"Quando o mal triunfa o bem se esconde; quando o bem aparece, o mal fica de tocaia"

Wisława Szymborska