Nome de restaurante, o Sarney de Barra Grande (PI) diz que ganha a vida com o suor do próprio rosto

O Sarney do Piauí e seu restaurante na principal praia de Barra Grande
A Barraca do Sarnei: estacionamento privativo e ensopado de Lagosta

O maranhense que resolve conhecer a antiga vila de pescadores de Barra Grande no Piauí leva um susto ao aportar na principal praia do povoado, distante 496 Km de São Luís (MA), ao avistar logo de cara a Barraca do Sarnei.

De imediato, um embrulho no estômago.

– Será o Dono do Mar?

– Não. Eu trabalho – responde o proprietário Francisco José Frota, conhecido na cidade somente como Sarney, apelido que recebeu logo ao nascer em 1985.

-Nasceu o Sarney, disse uma vizinha de minha mãe, e o nome pegou – explica.

Ex-garçom, o Sarney do Piauí faz questão de ressaltar a sua trajetória de trabalho para se distinguir do político maranhense, a quem não nutre a menor admiração.

– Pego no batente às 6 horas da manhã e cresci na vida trabalhando honestamente, sem botar a mão em dinheiro público!

O clã: Sarney com a esposa Laís de Araújo Lima e os filhos João e Murilo

Sarney começou a trabalhar ainda na adolescência e aos 18 anos fugiu para Jeriquaquara com uma garota de 16, a sua atual esposa Laís de Araújo Lima. Depois de 3 anos economizando o que recebia como garçom, retornou para Barra Grande trazendo na bagagem a experiência adquirida na indústria do turismo cearense.

– Primeiro aluguei e em seguida consegui comprar em 2010 esse restaurante de onde tiro o sustento da minha família e garanto os estudos e o futuro dos meus dois filhos, João Lucas e Murilo, de 10 e 8 anos – diz.

Embora com o nome Sarney, o restaurante não virou reduto de políticos da região.

– O único que já passou por aqui foi Robert Rios, quando era secretário de Segurança do Piauí –  recorda Sarney, sem, no entanto, saber dizer se ele foi atrás de uma refeição ou de alguma pista.

Antes de servir um ensopado de lagosta, Francisco José Frota coloca o seu apelido em pratos limpos:

– Nem todos os sarneys são iguais. O de Barra Grande ganha a vida com o suor do próprio rosto!

  

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