Braide é um camaleão longe do espelho

O deputado federal Eduardo Braide

Edilázio Jr. (PSD), Hildo Rocha (MDB), Aluízio Mendes (Podemos), João Marcelo (MDB), Pastor Gildenemyr  e Eduardo Braide, ambos do PMN, não assinaram a nota de solidariedade aos maranhenses destratados pelo presidente Bolsonaro em gravação não autorizada.

O grupo majoritariamente é formado por parlamentares que deram sustentação à oligarquia em sua fase de declínio, com exceção de Braide e o pastor também em primeiro mandato na Câmara.  O pastor tem afinidades além de espirituais com o governo Bolsonaro.   

Já o deputado Eduardo Braide se mimetiza conforme as conveniências e conseqüências eleitorais. Foge do espelho para não ser ele mesmo. Furtou a cor dos progressistas ao discordar do conteúdo cruel da reforma da Previdência e, de olhos bem abertos para o placar da votação da Câmara, registrou um não. Não que discordasse da proposta de Bolsonaro, mas por saber que junto ao eleitorado a quem vende justiça e retidão certamente passaria à galeria dos ímpios. E, nesta condição, nem mesmo besuntado pela unção do Palácio do Planalto conseguiria lograr seu plano de êxito em 2020.

Braide e Bolsonaro são fenômenos de uma insatisfação irracional de setores da sociedade. O deputado maranhense pretende repetir o feito do capitão junto ao eleitorado. Observa na moita as oscilações de aprovação e reprovação do governo para declarar seu posicionamento à extrema direita.  Desvinculado de grupos políticos, Braide só tem de pensar nele para fazer a opção que melhor lhe aprouver para conquistar seus desejos pessoais. Daí não ser recomendável neste momento se perfilar com discordantes do capitão da nau desgovernada.

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