Alcolumbre e a dupla derrota de Sarney

Em 2014, quando o então deputado federal Davi Alcolumbre decidiu se candidatar ao Senado, foi alertado para não ir adiante com a ideia porque “aquela vaga era de José Sarney”, o ex-presidente maranhense que se apossou do poder no Amapá, mesmo pisando no estado duas, três vezes ao ano.

À época, Sarney desembarcava no aeroporto de Macapá, nessas raras situações, sempre ovacionado pela sua claque: era um grande evento. Com frequência, o todo-poderoso emedebista realizava grandes eventos para a imprensa local, com distribuição de brindes generosos aos jornalistas.

Naquele ano, Sarney lançou Gilvam Borges para sucedê-lo no Senado, dando ao correligionário a ordem de derrotar o “moleque”.

Os eleitores surpreenderam e, após uma campanha “Xô, Sarney”, elegeram Alcolumbre.

O “moleque” ganhou de Gilvam em 2014 e chegou ao Senado. Cinco anos depois, ganhou de Renan Calheiros na disputa pela presidência da Casa.

Sarney perdeu duas vezes.

Do Antagonista

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Braide: Como é possível que alguém atinja uma valorização de quase 777% dependendo apenas do contracheque do Estado

Ministros do STF alertam para os perigos da desprofissionalização e reabrem debate sobre diploma de jornalismo

Carta Compromisso: O exercício do jornalismo em um canal de comunicação chamado blog

O tiro no próprio pé e a cegueira estratégica do PT no Maranhão

Como verniz barato no sol de agosto: ver Roberto Rocha bradar contra o veneno da traição política é quase uma experiência estética

O eclipse da razão: A quinta coluna mostra a língua e pavimenta o caminho dos nossos próprios carrascos

"Quando o mal triunfa o bem se esconde; quando o bem aparece, o mal fica de tocaia"

Wisława Szymborska