Dino prevê ‘guerra das vacinas’ e diz que Bolsonaro está ‘possuído por ódio a Doria’

Flávio Dino e Jair Bolsonaro

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB-MA) diz que o presidente Jair Bolsonaro “está possuído por uma espécie de ódio a João Doria”, o que justificaria o fato de ele se negar a comprar a vacina chinesa, produzida em parceria com o Instituto Butantan, do governo de São Paulo.

Na terça (20), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou acordo com o estado de São Paulo para comprar 46 milhões de doses da Coronavac, a vacina da farmacêutica chinesa Sinovac que será produzida no Brasil pelo Instituto Butantan. Ele fez a afirmação numa reunião com Doria e mais 23 governadoers.

Nesta quarta (21), porém, Bolsonaro afirmou que a vacina não será comprada e insinuou que Pazuello é traidor.

Segundo Dino, o presidente está criando “uma guerra da vacina”, como ocorreu com os respiradores, em que cada estado teve que se virar sozinho, chegando a disputar com outros a aquisição dos equipamentos.

“Os governadores com certeza vão ao Congresso Nacional e à Justiça para garantir o acesso da população a todas as vacinas que forem eficazes e seguras”, diz Dino.

Ele diz que, depois do anúncio de Pazuello, chegou a acreditar “que Bolsonaro tinha achado um rumo. Mas logo veio esse desvario”.

Dino afirma que, se insistir na tática de desmerecer algumas vacinas, o presidente vai partir “para o isolamento total”.

Vários outros governadores também se manifestaram. O do Ceará, Camilo Santanta, afirmou que espera que o governo federal “guie suas decisões sobre a vacina da Covid por critérios unicamente técnicos. Não se pode jamais colocar posições ideológicas acima da preservação de vidas. Lutaremos para que uma vacina segura e eficaz chegue o mais rápido possível para todos os brasileiros”.

O governador de São Paulo, João Doria, pediu que Bolsonaro tenha “grandeza” e lidere o país “para a saúde, a vida e a retomada de empregos. A nossa guerra não é eleitoral”.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, disse que “a decisão sobre a inclusão de uma vacina no Programa Nacional de Imunizações deve ser eminentemente técnica, e não política”.

Da coluna da Mônica Bérgamo, na Folha 

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