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    “Não servem pra nada. São tudo lambe bota do Michel Temer”, diz Weverton sobre Lobão e Sarney Filho


    O deputado federal e candidato ao Senado, Weverton, endureceu seu discurso contra os seus concorrentes do grupo sarneyzista. De acordo com o parlamentar, os senadores maranhenses que estão em Brasília atrapalharam o estado e “não servem para nada, são tudo lambe bota do Michel Temer”.

    A forte fala de Weverton, realizada em comício no último sábado na cidade de Santo Antônio dos Lopes, atinge diretamente os seus dois oponentes, Edison Lobão e Sarney Filho – que, apesar de não ser senador foi ministro do governo Temer – e ainda Roberto Rocha, candidato ao governo.

    Ainda no discurso, ele enalteceu as conquistas do governo Flávio Dino, que, em meio à crise nacional, conseguiu conduzir o Maranhão de forma exemplar mesmo sem apoio de nenhum senador do estado.

    Weverton lembrou ainda das traições de Edison Lobão e Sarney Filho aos petistas. “Vieram para cá para o Maranhão, se elegeram debaixo da saia do Lula e da Dilma, e depois foram lá e traíram a gente”, disparou.

    Ao final, Weverton destacou a importância da sua eleição e da de Eliziane Gama, sua companheira de chapa, porque “Flávio Dino precisa de dois senadores amigos do Maranhão e do seu grupo político para ajudar todo mundo”.

    Veja o vídeo:

    Com Flávio Dino, nota das escolas do MA sobe 21% e atinge maior nível da história


    O Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) do Ensino Médio da rede pública maranhense subiu de 2,8 para 3,4 entre 2013 e 2017, de acordo com dados oficiais divulgados nesta segunda-feira (3). O aumento foi de 21% nesse período. É a maior nota da história no Maranhão.

    O Ideb representa a nota que o ensino de cada Estado recebe. O responsável pelos dados é o Ministério da Educação. O índice é medido a cada dois anos.

    Em 2015, no primeiro ano de Governo de Flávio, o Ideb tinha aumentado de 2,8 para 3,1, revertendo a queda registrada no governo anterior.

    Ou seja, a nota do Ensino Médio público do Maranhão aumentou nas duas avaliações feitas desde que Flávio Dino assumiu o governo. É a única vez em que esse índice subiu duas vezes seguidas no Estado.

    O Governo do Estado é responsável por 97% das matrículas no Ensino Médio.

    Escola Digna

    O Ideb do Maranhão subiu em 2015 e 2017 porque Flávio Dino adotou uma série de mudanças profundas logo que tomou posse. O carro-chefe das transformações foi o Escola Digna, que já construiu e reformou mais de 800 colégios no Maranhão.

    O programa também valorizou os professores, com treinamentos e salários. O Maranhão paga o maior salário para professores em início de carreira com licenciatura plena e jornada de 40 horas semanais. São R$ 5.750,83. Nenhum Estado em todo o Brasil tem uma remuneração como essa.

    Márcio Jerry fortalece campanha com apoio de prefeitos em várias regiões do MA

    O candidato a deputado federal e ex-secretário de comunicação e assuntos políticos do Maranhão, Márcio Jerry, foi recebido com festa e apoio popular durante atividades realizadas esta semana em municípios do Leste Maranhense e da Região dos Cocais. Em Codó, Aldeias Altas e Duque Bacelar, a candidatura de Márcio Jerry conta com o apoio dos prefeitos Francisco Nagib, Zé Reis e Jorge Oliveira. Em Coelho Neto, Jerry é apoiado pelo vice-prefeito Antonio Pires.

    Ao conversar com a população durante as atividades, Márcio Jerry afirmou que deseja ser deputado federal para continuar a ajudar o governador Flávio Dino a fazer mais pelo Maranhão. “Durante os últimos quatro anos, como integrante da equipe do governo, pude contribuir com o governador e participar da concepção de muitas ações importantes. O meu desejo agora é poder trabalhar pelo Maranhão na Câmara Federal e, de lá, ajudar a destinar recursos e melhorias para a população do nosso estado”, declarou o candidato.

    Prefeitos

    Márcio Jerry visitou as duas regiões acompanhando a agenda de campanha do governador Flávio Dino à reeleição. Em Codó, o prefeito Francisco Nagib afirmou que a eleição de Márcio vai ajudar a fortalecer e desenvolver a cidade. “Codó está órfã de deputados federais. Por isso, nesta eleição, estamos apoiando o Márcio Jerry, que já fez muito por essa cidade e poderá fazer ainda mais lá do Congresso Nacional”, afirmou o prefeito.

    Jorge Oliveira, prefeito de Duque Bacelar, também concorda. “A população de Duque Bacelar já conhece o Márcio Jerry. Ele é de casa e trabalha pelo nosso município”, disse ele.

    Trabalhadores rurais

    Em Coelho Neto, Márcio participou de reunião na sede da Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado do Maranhão (Fetaema), juntamente com o candidato a deputado estadual e ex-secretário de estado da agricultura familiar, Adelmo Soares. “É um espaço muito ligado à minha trajetória de luta e de militância, e que sempre faço questão de frequentar. Hoje, o nosso objetivo é também convidar Coelho Neto para reconduzir ao cargo, por mais quatro anos, o governador Flávio Dino, que é considerado o melhor governador do Brasil”, disse Márcio Jerry.

    O vice-prefeito de Coelho Neto, Antonio Pires, reforçou a contribuição do ex-secretário de comunicação e assuntos políticos para o atual governo. “Ele é o braço direito do nosso governador Flávio Dino. Com Flávio Dino como governador e Márcio Jerry como deputado federal, nós vamos poder bater no peito e dizer que nos sentimos representados de verdade”, concluiu.

    Paulinha Lobão é obrigada a repor verdade sobre candidatura de Flávio Dino


    A apresentadora Paulinha Lobão teve que engolir decisão judicial que obrigou seu programa de TV a repor a verdade sobre a candidatura do governador Flávio Dino, que tenta a reeleição pelo PCdoB.

    A justiça acatou pedido de direito de resposta interposto pela Coligação Todos Pelo Maranhão, por considerar que Paulinha Lobão e o blogueiro Diego Emir usaram o programa Algo Mais, da TV Difusora, para fazer terrorismo eleitoral ao tentar convencer os maranhenses de que Dino estaria inelegível, o que é fake news (notícia falsa).

    A nora do senador Edison Lobão (PMDB) e o blogueiro distorceram informações e fizeram campanha negativa contra Dino.

    Apesar da decisão, Paulinha Lobão se esquivou de ela mesma anunciar o direito de resposta e delegou a constrangedora tarefa ao também apresentador Maurício Melo, que repôs a verdade ao vivo neste sábado (1º).

    “A verdade é que Flávio Dino é ficha limpa e candidato a governador”, corrigiu Melo.

    Veja abaixo:

    Do Maranhão da Gente 

    CartaCapital: Em um Maranhão renovado, Dino tenta confirmar fim da era Sarney

    Enquanto estado surge na vanguarda em políticas educacionais e de               inclusão, oligarquia local volta a apostar em Roseana

    Enquanto Dino aposta em uma ampla coligação, Roseana tenta reeditar a tradição familiar

    por Murilo Matias  

    O grupo político mais antigo em atividade no Brasil confronta-se mais uma vez com o governador Flávio Dino no Maranhão. Após o líder do PCdoB derrotar o grupo político da família Sarney nas eleições de 2014, colocando fim à supremacia de meio século,o estado que costumava ocupar as manchetes nacionais pelas crises passou a ser exemplo para o Brasil em áreas como educação, infraestrutura e na atenção a pessoas com necessidades especiais.

    “Dino faz um governo atuante, aceito pela população que defende sua reeleição. Ouço das pessoas que ele está realizando a maioria das promessas. Agora mesmo nossa avenida principal está em reforma e prometeram calçar a rua onde moro até o final do ano”, conta Marilene Costa, moradora da zona rural de São Luís, a trinta minutos do centro.

    A dona de casa destaca ainda a democratização do acesso à internet através do Maranet, que em sua primeira etapa acumula 800 mil acessos e planeja atingir 61 cidades, das 217 do estado.

    A busca de Dino pela reeleição baseia-se no fortalecimento do Estado como agente de transformação social junto da participação popular em discussões sobre o orçamento participativo. A partir dessa visão, o gestor aliou a busca por experiências bem sucedidas junto ao fortalecimento do funcionalismo para desenvolver políticas voltadas às necessidades mais urgentes.

    O investimento em pessoal fez com que o Maranhão fosse considerado o paraíso dos concursos, em comparação aos outros estados que cortavam vagas na máquina pública.

    “Acabou o tempo do Maranhão ser governado por uma ou duas famílias, agora o estado é governado por todas as famílias. Eu escolhi ser político porque gosto de ver o povo mobilizado, isso me emociona. Tenho muito orgulho de ser um servidor público sério”, definiu Flávio Dino, no lançamento da campanha que reuniu dez mil pessoas, incluindo os candidatos ao senado da chapa e Weverton Rocha (PDT ) e Eliziane Gama (PPS).

    A ênfase ao sistema educacional com o Escola Digna resultou na reforma de 800 unidades,  qualificação a 50 mil professores e no pagamento do salário base mais alto do Brasil, R$ 5.750, além de treze mil matrículas em regime integral.

    “Avançamos não somente financeiramente, mas nas condições de trabalho e no diálogo da entidade sindical com o governo, que já anunciou um novo edital para docentes. Nas gestões anteriores tudo ficava na conversa ou não éramos nem recebidos”, compara Raimundo Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma),com 33 mil sindicalizados.

    No ensino superior, a Universidade Federal do Maranhão é pioneira no curso de cultura estudos africanos e  afrobrasileiros, sintonizada com a formação étnica da população. A licenciatura surgiu respaldada pela lei federal sancionada pelo ex-presidente Lula que tornou obrigatória a matéria para os alunos do fundamental e médio.

    “Nesses tempos sombrios de perda de direitos e diminuição de políticas afirmativas somos uma resistência. Este ano levamos uma comitiva de cem alunos para a África, algo inédito. O Maranhão é o estado com maior população negra no Brasil e aqui o extermínio da juventude negra impressiona”, informa a professora Pollyanna Muniz.

    A terra que se orgulha por preservar o português mais belo do país exclui 840 mil conterrâneos da possibilidade da leitura e escrita ao manter aproximadamente 17% da população no analfabetismo . O problema crônico teve um símbolo de transformação com os vinte mil maranhenses que se somaram aos três milhões e meio de latinoamericanos contemplados pelo programa “Sim eu posso”, método cubano aplicado em conjunto com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), sobretudo aos idosos, maioria dos iletrados.

    No segmento da saúde, o número de hospitais pulou de dois para dez e a cooperação foi novamente um trunfo com destaque para a presença dos médicos cubanos que junto aos brasileiros reforçaram a atenção básica com pico de 700 profissionais. Outra novidade, a transformação da casa de veraneio do governador em um local de assistência a crianças com carências de neurodesenvolvimento permite o atendimento semanal de 15 famílias na Casa de Apoio Ninar. Em paralelo, o projeto Travessia levou transporte gratuito a 1.500  portadores de deficiência em mais de 35 mil viagens desde 2006, segundo dados oficiais.

    A superação de barreiras chegou também aos gramados. O Maranhão conquistou A Copa Nordeste, ou Lampions League, com o título do Sampaio Correa – o triunfo inédito veio depois de o clube ser excluído do campeonato em anos anteriores, motivo da festa sem fim promovida pelos torcedores da Bolívia Querida, apelido do time em razão de seu uniforme.

    Dos chineses aos americanos, aqui é Jamaica

    Se no campo social a integração foi com os cubanos, no terreno energético e econômico o executivo busca parcerias com a iniciativa privada da China para retomar a obra da refinaria de Bacabeira, projetada para ser a maior da América Latina antes de ter sua construção interrompida pela Petrobras devido à troca de comando na estatal. A negociação envolve o valor de dez bilhões de dólares, mas a capacidade de processar 300 mil barris de petróleo por dia anima os investidores asiáticos a longo prazo.

    A geração de energia, aliás, preocupa os consumidores cotidianamente. O preço da tarifa praticado pela Companhia Energética do Maranhão (Cemar) é o segundo mais elevado do país afetando gravemente as casas em que a renda per capita familiar é inferior ou equivalente de 597 reais, média do estado e a menor nacional.

    O governo contraargumenta que essa fatia da população paga valores inferiores ao fixado pela Agência Nacional de Energia Elétrica e cita baixa de impostos na concessão gratuita de carteiras de motorista e nos incentivos à agricultura familiar para demonstrar a postura tributária em relação aos mais pobres.

    Os recursos naturais abundantes se estendem pela região mineradora de Godofredo Viana, abundante em ouro, ao longo do pólo agrícola de Balsas e na atração de turistas aos lençóis maranhenses. As possibilidades das terras e os constantes confrontos reforçam a necessidade de ações de proteção a comunidades quilombolas e etnias indígenas.

    “O Brasil desde sua colonização mantém a concentração da terra como modelo imperante em detrimento a milhões que precisam de seus territórios para garantir a sua reprodução física e cultural, em especial nós povos originários. O agronegócio avança a cada dia apoiado pelo governo. No Maranhão o processo de reforma agrária é incipiente com muitos conflitos onde povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares sempre saem perdendo. A presença desses grupos evidencia que o modelo de desenvolvimento deve se basear nos nossos modos de vida, somos o símbolo da resistência”, assegura a maranhense Sonia Guajajara, candidata a vice-presidência pelo Psol, a primeira indígena a concorrer ao posto.

    Ao passo que a questão fundiária é alvo de disputas inclusive da especulação estrangeira, a supremacia estadunidense sobre a Base de Alcântara, localizada no município de mesmo nome, reflete o descompasso entre a defesa da soberania por parte da esfera estadual e o entreguismo de Michel Temer – o acordo dos golpistas com a potência do norte restringe a atuação dos cientistas brasileiros no local. A comunicação entre os poderes também deixa a desejar no que concerne à administração da penitenciária de Pedrinhas, palco de repetidas chacinas. A omissão da União exigiu do governo a revitalização do complexo para evitar as mortes que chocaram o Brasil em anos anteriores.

    Buscando ares mais relaxados, a inauguração do Museu do Reggae reforçou a relação do povo com a música trazida pelos jamaicanos. São Luis, a capital brasileira do reggae, lembra até hoje dos shows de Jimmy Cliff na ilha e das afinidades entre o espírito maranhense e caribenho.

    O meio século de poder

    Os abalos à família Sarney iniciado com a vitória de Dino em 2014 teve novo capítulo em 2016 quando o PCdoB atingiu o recorde de 46 prefeituras diante das 22 mantidas pelo PMDB. Acossado pelo crescimento dos adversários, o ex-presidente Sarney retornou seu domicílio eleitoral ao Maranhão, levantando suspeitas de que concorreria ao Palácio dos Leões aos 88 anos, cargo que coube a sua filha, a ex-governadora por quatro mandatos Roseana Sarney.

    “Já estou bem velho, mas não velhaco. Sou o político mais antigo em atividade no Brasil, já percorri todos os caminhos da política e tenho uma tradição de luta por nosso estado. Há sessenta anos a violência dominava o Maranhão, não havia luz, água, estrada e o povo era triste. Hoje sou eu quem está triste pelo fim das festas populares, com a volta da criminalidade e da perseguição. Esse governo só olha para trás e o escolhido sou eu. Nessa idade era para eu ser respeitado, mas sou acusado depois de passar a minha vida a serviço do Maranhão. Com Roseana a tristeza vai acabar”, declarou Sarney aos gritos de eterno presidente na convenção do PMDB realizada no espaço privado Renascença.

    A capital é um exemplo da perda do controle político dos emedebistas, que elegeram apenas um vereador em São Luis, gerida pelo bem avaliado prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT), cujo partido integra a base do governo. Mas engana-se quem pensa que o clã perdeu instrumentos para exercer sua força, como demonstra a sentença da juíza Anelise Nogueira Reginato determinando a inelegebilidade de Dino por abuso de poder econômico nas eleições municipais de 2016. Sem efeito imediato por ser uma decisão de primeiro grau, o risco está na possibilidade de cassação futura do governador, relembrando os tempos que Jackson Lago (PDT) foi retirado do cargo para o qual havia sido eleito derrotando Roseana, em 2006.

    Historicamente o clã Sarney e seus aliados valeram-se de estratégias eficientes que permitiram sua perpetuação. Parte dos maranhenses considera ser visto com preconceito pelo restante dos brasileiros devido a sempre serem taxados como os mais pobres e detentores dos piores índices na saúde e educação.

    Somado à ideia do estigma, muitos não se incomodam em manter uma relação personalista com o Estado dependendo de favores dos caciques e elogiam o apreço do grupo pela cultural local, a cena de Roseana dançando o boi percorre todas as campanhas de que participou.

    “O presidente e sua filha nos defendem lá fora, isso é muito caro para nós. Sem ele e seus parceiros não teríamos as obras que estão em cada canto do território desde os tempos em que Glauber Rocha veio filmar Maranhão 66 por aqui”, recorda Assis Miranda, de Imperatriz, a maior cidade na mão dos sarneysistas.

    A construção da imagem positiva inclusive alçou Roseana, intitulada guerreira do povo, a colocar-se como pré-candidata à presidência da república em 2002 pelo PFL, hoje DEM. O movimento trazia muitas semelhanças com a transição realizada por Fernando Collor em 1989, gestores jovens, modernos, que proporcionaram desenvolvimento a suas terras pobres do Nordeste.

    A apreensão de 1,3 milhões de reais na construtora Lunus, em São Luís, empresa de propriedade da então governadora e seu marido Jorge Murad, acabaram com a chance de um Sarney voltar a presidir o Brasil, mas não acabaram com o poderio interno.

    “Passei os últimos quatro anos em silêncio em respeito aos que escolheram Flávio Dino, mas agora chegou a minha hora de falar. É inadmissível que mais de 300 mil cidadãos tenham retornado à pobreza e que o governo confisque bens, carros, motos em leilões que humilham a dignidade das pessoas. Não permitirei que isso continue”, afirmou Roseana durante a oficialização de sua candidatura.

    A hegemonia sobre a rádio e TV Mirante, retransmissora da Globo, é mais uma arma para desgastar os comunistas. Sob esse quadro, a esquerda questiona a pesquisa Ibope em que Dino aparece com 43% contra 34% de Roseana – correm por fora o senador Roberto Rocha (PSDB) e Maura Jorge (PSL), ambos com 3%. No estado, é comum os levantamentos do instituto superestimarem a performance de candidatos do grupo de Sarney.

    O levantamento aponta ainda a liderança dos conservadores para o Senado com a dianteira de Sarney Filho (PV) e Edison Lobão (PMDB), que ganhou todas as eleições que participou. “Não tenho curral eleitoral, tenho a consciência política do estado”, declarou o ex-ministro de Minas e Energia, em entrevista ao Imparcial.

    Apesar da distância ideológica, nem tudo é diferença entre os nomes que polarizam o cenário. Assim como os adversários faziam, Dino costurou uma grande aliança pela governabilidade, causando o fim à chamada “sarneyzação do PT”, em alusão ao tempo em que o partido estava junto do PMDB, pressionado pela conjuntura nacional. Junto aos petistas, integra a coligação o DEM e PP, siglas que apoiaram o golpe contra a presidente Dilma Roussesff.

    Outro traço em comum é a defesa do ex-presidente Lula, o preferido dos maranhenses para o pleito presidencial. A manifestação de apoio ao direito de concorrer da maior liderança nacional coloca Roseana ao lado de Dino, que na condição de juiz federal critica os abusos do judiciário.

    Por tudo que envolve, a campanha maranhense deve ser uma das emocionantes do Brasil pelo contraste que encarna. Se houvesse eleição pelo melhor jingle a chance seria grande para a música cantada por Alcione na campanha de Roseana, mas na ilha do amor os comunistas esperam bater o tambor do boi e os corações da gente com mais força.

    Candidatos ao Governo vão participar de debate com empresários na próxima terça

    Flávio Dino, Roseana Sarney, Roberto Rocha e Maura Jorge       confirmaram presença em debate com empresários

    No próximo dia 4 de setembro, o Encontro Empresarial reunirá profissionais e gestores de vários segmentos do mercado em conversa com candidatos ao cargo de governador do Maranhão. Uma conversa preliminar entre representantes das entidades promotoras do encontro, nesta semana,  serviu para alinhar o passo a passo do evento, que  vai acontecer no Sebrae Multicenter (Calhau), em São Luís, às 16h.

    A ação terá a participação de Flávio Dino, Maura Jorge, Roberto Rocha e Roseana Sarney, considerados os quatro pleiteantes ao Executivo Estadual com melhores índices de intenção de votos, de acordo com pesquisas eleitorais publicadas e registradas no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão.

    Além da AJE-MA, a ação é de iniciativa da Associação Comercial do Maranhão (ACM), Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Federação das Associações Empresariais do Maranhão (Faem), Federação da Câmara de Dirigentes Lojistas (FCDL), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio), Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

    As entidades elaborarão uma carta de intenções aos candidatos, com proposições formuladas a partir do que for apresentado por seus membros e associados.

    SERVIÇO

    O QUÊ: Encontro Empresarial entre candidatos ao governo e empresários.

    ONDE: Sebrae Multicenter, no Calhau.

    QUANDO: 4 de setembro, às 16h.

  • Deu no D.O

    • A coluna Deu no D.O. está no ar com os generosos contratos dos nossos divinos gestores públicos. Dos caixões (R$ 214 mil) de Itapecuru-Mirim ao material de limpeza de Coroatá (R$ 2 milhões), ainda figuram Viana, Matões, Porto Rico e São José de Ribamar. 
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    (98) 99116-8479 raimundogarrone@uol.com.br
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