
A oposição sarneysista na Assembleia Legislativa levou a visita que fizeram na última segunda-feira à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Vinhais para o plenário da Casa na sessão de hoje. Os deputados Edilázio Júnior e Andrea Murad foram os responsáveis por reverberar a visita até o equipamento do governo.
O problema é que os dois não combinaram o que iam falar e acabaram entrando em contradição, que expõe as fragilidades das “denúncias” constatadas durante a visita. Enquanto Edilázio elogiou a transparência e credibilidades dos técnicos da Caema responsáveis pela ETE Vinhais, Andrea Murad escrachou todo mundo e disse que nada estava funcionando na estação.
Mas a maior incoerência se deu na porcentagem de esgoto que é tratado em São Luís. Andrea Murad afirmou com todas as letras que atualmente a capital possui 0% dos seus esgotos tratados, mesmo sem se dar conta de que se isso fosse verdade parcela da culpa seria do seu pai, Ricardo Murad, que por muitos anos foi presidente da Caema.
Mais ponderado, Edilázio afirmou em seu discurso que 9,07% dos esgotos de São Luís eram adequadamente tratados, bem diferente do zero de Andrea Murad. O número é duas vezes maior do que o herdado pelo governador Flávio Dino em 2015, quando estudos apontavam que apenas 4% dos esgotos da capital eram adequadamente tratados. Número irrisório perto das décadas de domínio da oligarquia Sarney.
A contradição no discurso dos oposicionistas expõe a falta de nexo e a tentativa de escandalizar tudo no Maranhão, mesmo a maior culpa de muitas áreas, inclusive do baixo acesso ao saneamento básico, ser uma herança maldita do governo passado que não irá se resolver em um curto espaço de tempo.
