
Depois de resumir o que considerou notícia na entrevista publicada pela Folha pelo impacto que representa a revelação do entendimento do presidente do Comitê de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, deputado Juscelino Filho (DEM/MA), sobre o limite da imunidade parlamentar, o blog resolveu publicar a entrevista na íntegra ao ler com mais atenção o que disse o jovem político maranhense.

Juscelino Filho será o responsável pela condução do pedido de cassação do deputado Eduardo Bolsonaro, acusado de atentar contra o Estado Democrático de Direito, inclusive ao próprio Congresso, ao defender em entrevista a reedição de um novo AI-5, caso a população brasileira se revolte na mesma proporção do que atualmente acontece no Chile.
Independente deste sábado de finados, fico assombrado quando ao mesmo tempo que coloca limites à imunidade parlamentar e nos faz pensar respirar novos ares, Juscelino Filho diz que a pressa em pedir desculpas é resultado de que o próprio deputado reconheceu a gravidade do que disse.
Embora se saiba que a rapidez com que se desculpou foi por exigência da reação destemperada, fingida ou não, do pai presidente.
Até aí tudo bem, pois em uma filhocracia, tanto faz um pelo outro
Mas o pior foi o próprio presidente do Comitê de Ética e Decoro sugerir que os ataques à Constituição foram impensados e feitos da boca pra fora.
Será que Eduardo Bolsonaro foi acometido por uma espécie de imputabilidade momentânea diante dos cândidos olhos de Leda Nagle?
“Às vezes, num momento ali sem pensar, fala da boca para fora algumas coisas. É do ser humano também. Acho que a gente tem que ter uma certa cautela e ponderação e fazer uma avaliação”, foié o que diz em um dos trechos da entrevista do grande Juscelino à Folha.
Falar da boca pra fora ?
É do ser humano?
Um deputado e filho do presidente?
Não seria melhor considerar o pedido de desculpas e uma nota pública de repúdio como suficientes?
Afinal, ele atacou foi a Constituição, não roubou nenhum relógio ou celular!!!!
