Desembargadora que liberou comemoração pelo golpe de 64 veta inspeção sanitária em aeroportos no MA

A desembargadora Maria do Carmo Cardoso, do TRF da Primeira Região, decidiu suspender decisão judicial que permitia ao Governo do Maranhão instalar barreiras sanitárias em aeroportos de São Luís e Imperatriz para combater o coronavírus no estado.

A desembargadora Maria do Carmo Cardoso

Na última quinta-feira, 19, a Justiça Federal havia garantido ao governo maranhense o direito de colocar equipes estaduais para fazer a inspeção de passageiros que desembarcavam no estado, já que o Maranhão solicitou equipes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Infraero para realizar esse tipo de controle, mas teve o pedido negado.

Na decisão, a magistrada atendeu nota técnica da Anvisa que considera “ser ineficiente o método utilizado pelo Estado” e alega “ausência de eficácia na utilização de scanners térmicos em aeroportos” no combate à covid-19.

O governador Flávio Dino (PCdoB) lamentou a decisão e garantiu que o Estado vai “seguir lutando em favor da sociedade.

“Realmente inacreditável. Não fazem e querem impedir que nós façamos”, criticou Dino em uma rede social.

O advogado e mestre em Direito, Thiago Viana, também se manifestou contra a decisão. “A história haverá de cobrar a responsabilidade de decisões assim. Anvisa não faz NADA nos aeroportos”, disse.

Polêmica

Maria do Carmo Cardoso é a mesma desembargadora que em março do ano passado, suspendeu decisão da Justiça Federal que impedia que a União e as Forças Armadas comemorassem os 55 anos do Golpe Militar de 1964.

Na época, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) orientou os quarteis a comemorarem a data, marco da ditadura militar que durou 21 anos, tendo como saldo mais de 400 pessoas mortas e desaparecidas.

A desembargadora é mãe da advogada Renata Gerusa Prado de Araújo, que chegou a ser investigada por participação em esquema de compras de decisões favoráveis para beneficiar a empresa JBS, denunciada pela operação Lava-Jato.A

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