
Os deputados estaduais sarneysistas César Pires e Adriano Sarney, que não quer mais ser chamado de Sarney, questionam o fato do Estado do Maranhão receber os lucros (rendimentos derivados das receitas financeiras) da eficiente gestão do presidente Ted Lago à frente da Empresa Maranhense de Administração Portuária – Emap e querem até que a União Federal tome o Porto do Itaqui do Estado. A ladainha tem sido constante nas hostes sarneysistas. O deputado federal e também cria do velho morubixaba, Edilázio Júnior, não pensa em outra coisa.
Tamanho interesse da oligarquia Sarney em voltar a administrar o Porto do Itaqui, dessa vez através da retomada do porto pela União Federal, que é preciso entender o porquê. O que causa muitas dúvidas em todos é para onde iriam os lucros da EMAP durante o Governo Roseana Sarney. O mistério é logo desvendado. O lucro ficava com Luis Carlos Fossati, então presidente da estatal e seus assessores mais próximos.
Explica-se: as empresas, mesmo as estatais, costumam ter um programa de participação nos lucros e resultados, denominado PPR, PPL ou PLR. Essa regra está prevista na Lei Federal nº 10.101/2000, segundo a qual, após discussão e negociação com os empregados, as empresas podem instituir esses programas. Ao final do ano, o trabalhador recebe um valor extra, resultado de participação nos lucros ou resultados positivos da empresa.
Por outro lado, a Lei das Sociedades Anônimas prevê a possibilidade das empresas instituírem aos seus administradores, além da remuneração, participação nos lucros da companhia.

O que fazia a gestão anterior da Emap, e que deixa os sarneysistas saudosos, era incluir um time de pessoas importantes da alta administração da companhia nas duas distribuições de lucros da empresa estatal. E o Estado do Maranhão, dono da empresa, titular de todas as suas ações, e que corria o risco do negócio, não recebia um vintém.
Assim, diretores da Emap e assessores importantes, além do então presidente, Luis Carlos Fossati, Jaqueline Lobão, o notório Astrogildo Quental, Evandro Sarney, recebiam participação nos lucros junto com os demais empregados, mas ganhavam um extra generoso em uma lista que era guardada a sete chaves, zerando os cofres da companhia e impedindo que a empresa pudesse remunerar o Estado do Maranhão com seus lucros. Uma espécie de bis in idem. Os lucros da empresa iam pelo ralo. Na verdade, para os bolsos particulares da turma vip.
Em 2013, por exemplo, o então presidente Luis Carlos Fossati recebeu o equivalente a 1,71 remuneração, ou seja, quase o dobro de um mês de trabalho, igual a todos os demais empregados da companhia. Mas, em outra relação, que ficava oculta, recebeu mais 2 salários mensais. Na prática, além do 13º salário, o ex-presidente recebeu o 14º, 15º, 16º e quase um 17º salário em 2013. Nessa brincadeira, o ex-presidente ganhou nada menos que R$ 84,2 mil no programa com os demais empregados e mais R$ 146,8 mil na listinha vip, totalizando R$ 231 mil.
Essa mamata acabou exatamente no início da gestão de Ted Lago, a partir do Governo Flávio Dino, que acabou com o imoral e ilegal programa de distribuição dobrada dos lucros para os dirigentes da empresa. Em relação a 2014, o ex-presidente Luis Carlos Fossati e seus amigos não receberam o pagamento da imoralidade. Está explicado porque se ofendem tanto com o fato do Estado do Maranhão retirar lucros da estatal para aplicar na construção de estradas, escolas e outros serviços essenciais de interesse de toda a população.
Capitão Gancho perde…
A lista vip

