
A quebra de um acordo que beneficiaria os enfermeiros do Maranhão é uma eloquente demonstração dos interesses pessoais da direção do Sindicato dos Enfermeiros do Estado do Maranhão (SEEMA). A entidade está sob influência da ex-presidente Ana Léa Coelho dos Santos Costa.
Vinculada ao grupo Sarney, alvo de processo do Ministério Público do Trabalho por conduta reprovável, que prejudicou e prejudica a classe de enfermeiros, não é de hoje que Ana Léa Coelho dos Santos busca os holofotes em vez de garantir benefícios para a categoria.
Os direitos dos enfermeiros é a última coisa que o SEEMA busca. Uma prova dessa realidade pode ser vista no acordo coletivo assinado no dia 9 de agosto deste ano e omitido pela presidente do sindicato. Na convenção validada até 2020, Ana Léa permite que os profissionais de enfermagem trabalhem com a escala 12×36, o que resultou no aumento da jornada de trabalho da categoria.
Mesmo assim, o Governo do Estado resolveu suspender a implantação da nova escala de trabalho dos enfermeiros após uma reunião com representantes do SEEMA e a Força Sindical, realizada na última sexta-feira (30). Uma vitória para a categoria não é mesmo?
Mas, esse não é o objetivo de Ana Léa. Com postura político-partidária, Ana Léa pressionou a Força Sindical para que quebrassem o acordo que beneficiaria todos os profissionais de enfermagem do Maranhão. O objetivo? Realizar um “ato público” contra o Governo do Estado para fortalecer o grupo com quem é vinculada desde 2014: os Sarney.
O SEEMA serve aos profissionais de enfermagem ou aos interesses pessoais?

