
Com as derrotas do governo Bolsonaro e a promessa de R$ 40 milhões em emendas para os deputados que aprovarem a Reforma da Previdência, a coluna Acervo de o Estado de São Paulo destacou que o Centrão e Sarney instituíram ‘é dando que se recebe’; e que o bloco surgiu na Assembleia Constituinte em 1987 e tirou vantagens para aprovar o aumento da duração do mandato presidencial de 4 para 5 anos.
O jornalista Edmundo Leite faz uma cronologia do uso da palavra centrão, que nas poucas vezes em que havia sido publicada no jornal, nos anos 80, tratava-se de uma gíria paulistana para designar o centro da cidade.
Mas a partir de 87, o termo voltou a parecer nos jornais, mas agora com ‘C’ maiúsculo.

Vencendo votações importantes, o Centrão, como passou a ser formalmente chamado, percebeu que seu poder no plenário poderia trazer vantagens em nomeações para cargos públicos no Poder Executivo.
“Vou governar com os amigos, prestigiando os que me prestigiam”, disse o presidente Sarney a líderes do Centrão que o visitaram no Alvorada, informava a reportagem de Flamarion Mossri na edição de 7 de janeiro de 1988. “No encontro com Sarney, integrantes do Centrão fizeram muitas críticas a ministros e ocupantes de segundo e terceiro escalões, que continuam, disseram eles, favorecendo parlamentares que não ajudam o presidente, muito menos o governo”
Era a instituição da política do “é dando que se recebe”. No fim daquele mês de janeiro, a manchete do dia 27 informava que o governo aceitou como definitivo o lema adotado por um dos líderes do Centrão, o deputado Roberto Cardoso Alves (PMDB-SP). “É natural que o presidente Sarney prestigie mais a sua base de sustentação política”, comentou o ministro Ronaldo Costa Couto para justificar as recompensas em cargos de segundo e terceiro escalões para deputados do Centrão que votarem pelos cinco anos. E assim foi.
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