Não é divisão, é diferença. Por Fernando Brito

Tijolaço

As faixas, cartazes, bonecos e gritos de manifestantes da dos atos meia-boca de hoje são, para quem quiser ver, onde está a mira dos grupos de direita que foram a lenha que alimentou o caldeirão de onde nos veio a monstruosidade que nos governa.

Só mesmo a recaída da antiga musa da “massa cheirosa”, Eliane Cantanhêde para, diante disso, ainda acusar PT e PSOL de “dividirem” a oposição.

Aguarda-se dela, mais tarde, o comentário sobre a dancinha tipo ilariê do governador de São Paulo como símbolo da seriedade de nossas preocupações com Bolsonaro.

Mas, aos fatos.

Exceto por vaias de um pequeno grupo de integrantes do PCO, nas várias manifestações antibolsonaro, algum cartaz contra Ciro Gomes, ou debochando do MBL, ou criticando Mandetta, ou com qualquer agressão aos “arrependidos” que delas participaram ou desejaram participar?


Buscaram comparações com as diretas-já, mas alguém pode imaginar a Candelária com um boneco de Tancredo como presidiário ou um “Nem Ulysses, nem Figueiredo”? Até o Quércia, flor difícil de cheirar, era tratado com urbanidade por todos.

Nas diretas, a eleição direta e livre do presidente estava em primeiro lugar, divergências e embates, depois. Não é o que se viu e ceder a estas agressões explícitas e gratuitas seria indigno de quem precisa presidir o Brasil.

A parcela mais politizada do povo brasileiro percebe isso e explica, em grande parte, a baixa adesão aos atos.

Apesar disso, esta baixa adesão vai refrear este tipo de atitude, exceto nos suicidas políticos.

E não por generosidade ou lucidez, mas porque Bolsonaro permanece, apesar dos muxoxos de alguns de seus seguidores, no controle da direita.

Os votos arrependidos não os levarão a lugar algum

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

O Mágico de Oz da Ilha: neve, luz e o ilusionismo de Braide para infantilizar o cidadão

O novo eixo do poder: Eliziane Gama e a refundação da força feminina no Maranhão

O Prefeito Rei: Eduardo Braide e a Ressurreição do “Estado sou Eu”

O Xadrez do Poder no Maranhão: A Força da Caneta de Brandão e o Dilema de 2026

Mais que Azulejos: Por que o Palacete da Rua Formosa deve ser a Casa da Imprensa Maranhense

A Ágora, as redes sociais, as Big Techs e o estelionato da profundidade

"Quando o mal triunfa o bem se esconde; quando o bem aparece, o mal fica de tocaia"

Wisława Szymborska