
“Mudou do inferno para o purgatório”, comenta o senador Weverton sobre o texto do relator do projeto, Samuel Moreira (PSDB-SP), que aparentemente amenizou as regras de aposentadoria propostas no projeto original enviado ao Congresso pelo governo Bolsonaro. Segundo o senador do PDT, as modificações no texto ainda estão muito distantes de evitar graves danos aos mais pobres.
A distribuição de verbas de emendas parlamentares como forma de conquistar votos de bancadas é vista por Weverton como mais uma estratégia equivocada do governo. Pelas contas do senador, a liberação de R$ 10 milhões para cada deputado, o que representaria 180 milhões para o Maranhão, teria um pouco impacto irrisório, considerando a pulverização dos recursos entre os 217 municípios do estado.
Por outro lado, o senador do Maranhão acredita que até o recesso parlamentar, que tem início no dia 18 de julho, a comissão encontre um texto próximo aos pleitos apresentados pela bancada pedetista. Pelos cálculos de Weverton, até o recesso também haverá uma definição sobre a inclusão dos estados e municípios no projeto. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, acredita que até terça o impasse sobre a inclusão seja decidido.
