
A ex-candidata ao governo pelo PSL, Maura Jorge, estreou torcendo o pé direito na superintendência da Funasa no Maranhão. Monitorada por Roberto Rocha (PSDB), que reclama a bênção da Maura por tê-la indicado ao capitão, a superintende quer distância dos problemas inerentes à pasta.
Em junho, a dupla Maura e Roberto esteve com o presidente da Funasa, Ronaldo Nogueira, logo após a nomeação da bolsonarista, e prometeu mover montanhas para fazer ainda mais pelo povo do Maranhão. Não esperou 30 dias para mostrar desserviço.
Uma portaria recente da Fundação Nacional de Saúde garfou mais de R$ 166 milhões dos municípios no país, cancelando empenhos inscritos em restos a pagar. A medida afetou diretamente 754 municípios e 850 convênios na área de saneamento básico, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.
O governo Bolsonaro justifica a falta de orçamento para emperrar a política de saneamento. Há uma sinalização de livrar da guilhotina aqueles municípios que iniciaram a execução do projeto ou que tiverem apresentado projeto de engenharia
No melhor estilo não estou nem vendo, Maura Jorge ignorou os cortes de verbas para os municípios maranhenses em conseqüência da portaria que impede a transferência de débitos contraídos ainda no governo Michel Temer, que até a eleição do sucessor teve o apoio incondicional de Roberto Rocha. Com índices alarmantes de saneamento, com mais essa perda de recursos muitos municípios do Maranhão se afogam no lodo à espera de uma política reparadora de saneamento básico.
