
O deputado federal Josimar Maranhãozinho consentiu as acusações disparadas pelo ex-delegado de polícia civil Tiago Bardal, preso por envolvimento com o crime organizado, na audiência da Comissão de Segurança Pública e de Combate ao Crime Organizado, realizada na terça-feira, 2, no plenário 6 da Câmara dos Deputados. Confirmou a máxima: quem cala consente, não tecendo nenhum comentário sobre o enxovalhamento do seu nome na Casa da qual passou a fazer parte desde fevereiro deste ano.
Por lá, Maranhãozinho não pôs os pés, embora soubesse que Bardal tocaria na mesma tecla para soltar a saraivada de denúncias com único alvo claro: atingir o secretário de segurança do Estado, Jefferson Portela.
O ex-policial civil Tiago Bardal se infiltrou na polícia do Maranhão e foi preso por pilhagem em sociedade com um bando interestadual de assaltantes de banco. Solitário no comando da audiência esvaziada, o deputado Aluisio Mendes assistia à fala de Bardal percebendo esvair mais uma tentativa de atingir o governador Flávio Dino em escala nacional.
Bardal fez jorrar por vídeo conferência, acusações a torto e direito, atingindo inclusive o deputado federal em primeiro mandato. Segundo Bardal relatou, uma das linhas de investigação sobre agiotagem disparada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública do Maranhão tinha como alvo o então deputado estadual Josimar do Maranhãozinho, com atuação na região de Zé Doca, área de grande densidade eleitoral do parlamentar. O parlamentar não se manifestou de nenhum forma sobre as sérias acusações que somente não reverberou mais por conta do barulho do chamado de ‘ladrão’ dirigido ao ministro Sérgio Moro, numa paralela audiência na mesma Câmara. Por fim, conseguiu esquivar-se do inquérito e agora tenta enterrar o assunto com silêncio sepulcral. Assim, fica o dito pelo silêncio.
