O governador da Bahia Rui Costa admitiu em vídeo publicado nas redes sociais que o pacote econômico enviado recentemente à Assembleia Legislativa da Bahia traz medidas amargas, mas necessárias para a população. Ele ressaltou que a gestão estadual busca combater o déficit na previdência, que até o final do ano deve chegar a R$ 4,08 bilhões.
“As medidas são necessárias, são medidas amargas. É como dar um remédio amargo para o filho. A gente não gosta, mas é necessário dar para que ele possa sobreviver e voltar a ter a saúde plena. As medidas podem ser duras, mas são necessárias e devem ser tratadas com muita seriedade”, comentou o governador, destacando o aumento da alíquota da previdência estadual de 12% para 14%.
No vídeo, Rui também comentou o projeto que fixa o salário do governador como teto do funcionalismo público. “Havia uma polêmica judicial sobre o alinhamento do que está na Constituição Federal e do que está na Constituição Estadual e por isso muitos estavam ganhando acima do teto salarial. Estamos corrigindo isso”, disse.
De acordo com o governador, o reajuste salarial dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que traz como consequência o aumento do teto constitucional federal, poderia provocar grave impacto na economia baiana. “Nós íamos explodir o gasto público dos altos salários na Bahia”, alertou Rui.
Assista abaixo o vídeo publicado nas redes sociais do governador:
Com informações do site Bahia Notícias

Respostas de 2
Esse bosta criticou o Temer quando este lançou a reforma da previdência e agora…. É um tremendo pilantra um estelionatário eleitoral.
Caro jornalista: a medida do governador baiano, a propósito do teto salarial do funcionalismo público estadual, repõe no seu devido lugar uma questão que, a meu ver, tem sido colocada de modo equivocado. O subsídio dos ministros do Supremo constituem o TETO da remuneração dos servidores públicos. Significa que ninguém pode ganhar dos cofres públicos mais que esse valor. Mas não implica qualquer automatismo: subiu a remuneração do STF, automaticamente sobem os valores estaduais. Não. Repito: a remuneração dos ministros é o teto. Ninguém pode ganhar acima. Mas nada impede que o teto estadual, fixado como foi fixado pelo governador da Bahia, esteja abaixo daquele valor. Algumas categorias, beneficiárias eventuais desse automatismo, encarregaram-se de divulgar, insistentemente, que essa era a regra. A política do fato consumado, em outras palavras. Fariam bem em seguir esse exemplo os outros governadores.