
O PDT decidiu nesta terça-feira (16) abrir processo contra os oitos deputados que votaram a favor da reforma da Previdência e também suspender a atividade partidária de Gil Cutrim (MA), Tabata Amaral (SP) e dos outros seis parlamentares. O processo interno pode culminar na expulsão deles da legenda.
“Decidimos também, e vamos encaminhar ao Diretório Nacional, (…) que o partido não dará legenda, nem a vereador, nem a deputado, a nenhum filiado do partido, que tenha financiamento clandestino. Financiamento patrocinado por organizações pessoais, privadas, particulares, de gente muito poderosa, que se utiliza de grupos para financiar e ter o voto dos parlamentares dentro da sigla do PDT”, disse Lupi, em referência indireta a Tabata.
A reunião desta terça-feira ocorreu na sede nacional do PDT, em Brasília. Participaram da decisão integrantes da Executiva Nacional e do Conselho de Ética da sigla. O encontro durou pouco mais de duas horas.
“Decidimos a abertura do processo pela Comissão de Ética para apurar os fatos, um descumprimento de uma decisão tomada democraticamente pelo partido (contra a reforma da Previdência), depois de mais de dez reuniões com a bancada, integrantes do partido. Também todos os oito parlamentares estão com as atividades partidárias, de representação na Câmara, suspensas. Nenhum desses oito pode falar em nome do partido, pode ter função em nome do partido”, disse Lupi.
