
Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo desta segunda-feira (30), Flávio Dino fez uma análise da atual conjuntura política nacional e a participação do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva nas próximas eleições. O governador do Maranhão falou também sobre a oligarquia Sarney e o cenário eleitoral do estado.
Para ele, a transferência de domicílio eleitoral do chefe do clã, José Sarney, de volta ao Maranhão após 28 anos significa mais na política do Amapá. “Ele chegou a ensaiar uma candidatura no Amapá mas aparecia mal nas pesquisas. Ficou evidente que não tinha mais nenhum papel a jogar lá. O certo é que ficou em uma situação frágil lá”, contou Dino.
Quando perguntado sobre a tentativa de retirada de partidos da sua base, Flávio Dino foi taxativo. “Ele fez isso mas, graças a Deus, com escasso êxito. São ciclos históricos. No Livro do Gênesis, na Bíblia, quando a mulher de Ló olha para trás ela vira estátua de sal. Acho que isso se aplica também aos ciclos políticos. É um ciclo esgotado no Maranhão porque ninguém quer virar estátua de sal”, destacou o governador do Maranhão.
