
Apesar do pedido de absolvição de cinco dos supostos integrantes da Máfia da Sefaz, o ex-secretário da Fazenda do Maranhão, Cláudio Trinchão, segue entre os réus do caso.
Máfia da Sefaz é como ficou conhecida a organização criminosa que desviou cerca de R$ 1 bilhão dos cofres estaduais, por meio de isenções fiscais irregulares durante o governo Roseana Sarney (MDB).
No mês passado, a promotora de Justiça Lana Cristina Barros Pessoa requereu a absolvição de nomes como o do advogado Jorge Arturo e sua mãe, Euda Maria Lacerda. Arturo chegou a ser apelidado de “Rei dos Precatórios”, por supostamente ter atuado no agenciamento das empresas interessadas em comprar de cotas de precatórios ilegais e fantasmas. Em janeiro de 2017 a Polícia chegou a apreender computadores, joias, obras de arte, documentos e cheques no escritório e em dois imóveis do advogado, conforme relatou à época o jornal O Estado de São Paulo.
A procuradora alega que “remanescem dúvidas quanto a participação” de Arturo e de outros quatro citados no caso.
Essa não foi a mesma sorte de Trinchão. Para o Ministério Público, “restauram comprovados parcialmente os fatos articulados na denúncia” quanto a Cláudio Trinchão e Akio Valente Wakiyama, sucessor de Trinchão na Secretaria de Estado da Fazenda.
