Declarações de Bolsonaro atrapalham investimentos no Brasil, diz Flávio Dino

Governador do Maranhão Flávio Dino, durante entrevista para o Poder360

   O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), afirmou nesta 5ª feira (5.set.2019) que as declarações do presidente da República, Jair Bolsonaro, atrapalham os investimentos no país. Afirmou ainda que deseja ter um bom relacionamento de diálogo com o governo federal e se ofereceu para dar conselhos para o chefe do executivo.

   “Espero que o presidente da República tenha algum amigo sincero por perto dele, se não tiver, posso ser eu, me ofereço para ir lá. Pois realmente não é uma coisa correta todos os dias produzir incidentes internacionais e nacionais. Não é algo que ajuda o Brasil”, disse. 

   Dino disse torcer pelo país e, por isso, “torce para que haja uma reflexão permanente de todos os que têm papel relevante” no governo. “Ele é o principal líder do país e, portanto, tem grandes responsabilidades como disse o filósofo Peter Parker, mais conhecido como Homem-Aranha”, referindo-se ao super-herói.

   As declarações foram feitas feita durante conferência internacional Agenda do Brasil para Crescimento Econômico e Desenvolvimento, do Council of the Americas. Dino participou de 1 painel sobre perspectivas para a economia e investimentos no país ao lado do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB).

   Dino também afirmou que é necessário que o presidente da República saiba conviver com partidos de oposição. Citou como exemplo o governo de João Baptista Figueiredo. “Quando houve a redemocratização do Brasil, Figueiredo era o presidente. E ele convivia, dentro do possível, com governadores de oposição.”

   O governador afirmou ainda que não faz uma oposição de “vetos ideológicos” às propostas do governo Bolsonaro. “Ontem defendi a aprovação do acordo da base de Alcântara, que foi celebrado pelo governo federal.”

   Já Eduardo Leite, ao ser questionado sobre a interferência das falas de Bolsonaro nos investimentos, afirmou que “questões políticas” sempre refletem nas decisões dos empresários, mas que isso acontece em todos os países.

   Para ele, a relação nas redes sociais entre os governantes e a população é “um enorme desafio para a democracia”“Em vez de liderar, ele é provocado pelos representantes diariamente por tweets, curtidas, compartilhamentos, pela bomba de likes ou haters que pressionam, virtualmente e politicamente. Passam a serem conduzidos por uma massa que vai se manifestando”, disse o governador do RS.

Do Poder 380

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