A fala preconceituosa do deputado federal Edilázio Júnior (PSD) ainda ecoa em dezenas de memes e em mensagens de repúdio que circulam na Internet.
Apesar da polêmica, o posicionamento infeliz de Edilázio contra a instalação de um cais na região porque atrairia “público C” para o “IPTU mais caro de São Luís”, teve o aval de outro político, o deputado estadual Adriano Sarney (PV).
O herdeiro do clã Sarney chegou a dizer durante a reunião com moradores da Península que Edilázio “estava certo” e que o projeto do terminal flutuante era um “absurdo”.
Mas a postura “higienista” de Adriano Sarney não é novidade. Formado na Europa, Adriano Sarney demonstrou seu preconceito de classe ainda durante a campanha que o elegeu em 2014.
Para não se misturar com usuários de ferryboat, na campanha daquele ano Adriano Sarney se deslocava de helicóptero em busca de votos na baixada maranhense.
R$ 143 mil em helicópteros

O detalhe sórdido nas viagens de campanha de Adriano Sarney é que as aeronaves eram alugadas em nome da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA), na época comandada pelo seu pai, Sarney Filho (PV).
Relatório de 2015 da Secretaria de Transparência do Maranhão aponta que pai e filho usaram helicópteros custeados com dinheiro público em benefício próprio durante o governo Roseana Sarney (MDB). Os passeios aéreos da dupla consumiram pelo menos R$ 143 mil dos cofres maranhenses.
A nota fiscal de uma das viagens para o município de Bequimão em 2014 evidencia a farra: R$ 5,5 mil com aluguel de helicóptero pago com dinheiro da SEMA.
