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  • Wellington mente sobre o “Sim, eu posso” para se beneficiar do analfabetismo, que finge combater

          “Sim, eu posso”: Wellington do Curso e a mentira cabeluda de se apropriar de um               programa elaborado na década de 60 em Cuba e lançado no Maranhão em 2008 por                                                 Jackson Lago em parceria com o MST

    Entre o cinismo e o vazio, não se sabe se o deputado Wellington do Curso desvirtua intencionalmente a História para enganar o eleitor através das redes sociais ou se é um analfabeto por natureza.

    Na última terça-feira, 14, ao fazer referência ao Dia da Alfabetização em discurso na Assembleia Legislativa ele simplesmente disse que o programa “Sim, eu posso!”, que já tirou mais de 7 mil maranhenses do analfabetismo, é uma proposta de sua autoria, encaminhada através da Indicação 777/2015, e aceita pelo Governo do Estado. (Leia Aqui)

    A indicação até que existe, mas assim como suas palavras na tribuna da AL, não passa de um artifício barato para preencher e fundamentar sua defesa da Educação feita apenas com frases de efeito, que não refletem e nem conduzem para uma transformação concreta da realidade.

    “A Educação é o único meio capaz de transformar sonhos em realidade…”

    “Acreditamos que o desenvolvimento de um estado está intimamente relacionado ao desenvolvimento de seu povo”.

    “Tal desenvolvimento só será plenamente possível quando a Educação alcançar os mais humildes e o conhecimento for bem comum entre ricos e pobres”.

    São algumas de suas pérolas jogadas aos porcos!

       Jackson Lago e Hugo Chaves em 2008 durante lançamento do programa “Sim, eu                                         posso”  no Maranhão, antes do golpe judicial de Roseana

    Com um discurso raso para evitar que se afogue nas próprias mentiras, o professor desta vez pode acabar no fundo do poço ao afirmar que um projeto conhecido internacionalmente e reativado pelo governo Flávio Dino é de sua autoria.

    O “Sim, eu posso!”, é um método de alfabetização elaborado em Cuba na década de 60, que foi a principal ferramenta na superação do analfabetismo naquele País, e posteriormente utilizado pela Bolívia, Venezuela, Canadá, Austrália e Espanha, dentre outros.

    No Maranhão ele foi lançado em 2008 pelo então governador Jackson Lago em parceria com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), e contou inclusive com a presença do presidente venezuelano, Hugo Chaves.

    Interrompido por seis anos, depois do golpe judicial que devolveu os Leões a Roseana, o programa e a parceria com o MST foi reativado pelo atual governo, cujo os resultados foram comemorados por WC como se lhe coubesse algum mérito.

    “Aluna do Sim, eu posso”, durante jornada de alfabetização promovida pelo Governo do                                           Estado em parceria com o MST

    Caso o deputado não saiba, não há registro de que ele tenha participado de alguma jornada de alfabetização e tampouco há no seu pronunciamento qualquer referência sobre como se consegue ensinar a ler e escrever em quatro meses, o método é dividido em duas partes, e é na primeira com auxílio de vídeo aulas, uma telenovela e o acompanhamento de um educador que o aluno aprende os princípios da escrita e da leitura.

    Em seguida, após os quatro meses, é aplicada a metodologia de educação popular protagonizada por Paulo Freire com discussões sobre Cultura, Trabalho, Participação Política e História, que dão a linha do aprendizado.

    O “Sim, eu posso!” foi aplicado em 8 dos 30 municípios de menor Índice de Desenvolvimento Humano, como parte do programa Mais IDH, que agrega políticas de educação, saúde e geração de emprego e renda para garantir a melhoria da qualidade de vida da população. (Leia mais sobre a implantação do programa no Maranhão Aqui)

    Ao desinformar, mentir e negar a História, Wellington do Curso contribui – e se beneficia –  com o analfabetismo, que ele tanto finge combater.

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