Uma das primeiras pessoas imunizadas no MA, indígena canta em tupi:“Vacinar é preciso para continuar existindo”

A indígena da Aldeia Arariboia Fabiana Guajajara

Após ser uma das primeiras maranhenses imunizadas nesta segunda-feira no início da vacinação no Maranhão, a indígena da aldeia Arariboia Fabiana Guajajara cantou em dialeto tupi em referência ao momento da vacinação: “vacinar é preciso para continuar existindo”.

Os outros quatro primeiros vacinados foram os profissionais de saúde da linha de frente de combate à pandemia, Egle Martins, técnica de enfermagem do Hospital Carlos Macieira; Conceição de Azevedo, médica infectologista do Hospital Presidente Vargas; Henrique de Novaes Sobrinho, fisioterapeuta do hospital Carlos Macieira e Sônia Matos, enfermeira do Hospital Genésio Rego

O governador Flávio Dino ressaltou que o início da vacinação “é uma grandiosa conquista, um grande passo, mesmo que falte muito. Mesmo que os raios de sol ainda despontem muito tênues no horizonte, eles existem”.

“Demos um grande passo. Tenho um oásis de alegria num imenso vale de lágrimas”, acrescentou o governador, fazendo uma referência às vítimas recentes em Manaus e ressaltando a importância do SUS (Sistema Único de Saúde).

Emocionado, o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, que foi buscar a vacina em São Paulo, agradeceu a todos os profissionais da saúde “que nos permitiram chegar aqui”. Para ele, a vacina “é um mecanismo seguro e eficaz que vai nos permitir vencer a doença”.

As vacinas foram produzidas pelo Instituto Butantan e enviadas ao Maranhão pelo Ministério da Saúde. Foram enviadas 164.240 doses nesta etapa, sendo duas para cada pessoa.

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