Os sinais do abismo e a eleição de Bolsonaro como parte de um projeto autoritário para o País

Bolsonaro: um soldado à serviço das forças obscuras

1 – A publicação na última quinta-feira no Diário Oficial do decreto do presidente Michel Temer criando a Força-Tarefa de Inteligência (FTI) para o “enfrentamento a organizações criminosas que afrontam o Estado brasileiro e as suas instituições“.

2 – O pedido de urgência na Câmara para a votação do Projeto de Lei 5065/2016 do deputado delegado Edson, que altera a Lei Antiterrorismo e tipifica como atos de terrorismo ações com “motivação ideológica, política, social” que tenham por finalidade “coagir as autoridades” do poder público. (Leia Aqui)

3 – O discurso do presidente do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli em seminário sobre os 30 anos da Constituição de 1988 se referindo ao golpe militar como “movimento de 1964”.

4 – As referências dos desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo à ditadura como “suposta ditadura”” e ao coronel Brilhante Ustra como “suposto torturador” em decisão extinguindo por prescrição, embora crimes de tortura não são passíveis de prescrição de acordo com tratados internacionais e jurisprudência do Supremo Tribunal de Justiça, o processo que condenava o coronel Ustra a pagar indenização à família do jornalista Luiz Eduardo Merlino, assassinado em sessão de tortura sob seu comando nos porões do regime militar em julho de 1971. (Leia Aqui)

E aí, alguma dúvida sobre o que representa a eleição de Bolsonaro ?

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Wisława Szymborska