Novo delator da Lava-Jato diz que Sarney recebeu R$ 18,5 milhões em propina

Sarney: a cada dia novas delações de propina
Sarney: a cada dia novas delações de propina do esquema da Petrobras

Matéria publicada pela revista Veja desta semana revela que Felipe Rocha Parente, conhecido como o “homem da mala do PMDB”, responsável pela entrega de dinheiro em espécie de propinas  da Transpetro, subsidiária da Petrobras, citou em sua delação premiada, nomes, lugares e circunstâncias da entrega de dinheiro aos caciques do partido no Senado, dentre eles o nosso inesquecível  ex-presidente José Sarney.

    A “Veja” também afirma que os investigadores estão cruzando as informações das delações de Machado e de Parente, as quais dariam conta de pagamentos feitos ao ex-presidente José Sarney, eleito senador pelo Amapá. Ele teria recebido R$ 18,5 milhões entre 2006 e 2014, dos quais R$ 16,2 milhões em espécie.

Além do velho oligarca a reportagem da revista cita que Renan Calheiro teria recebido entre 2004 e 2014 R$ 32 milhões em propina, enquanto Romero Jucá, por sua vez, teria embolsado R$ 21 milhões, o senador Valdir Raupp, R$ 850 mil, e Jader Barbalho R$ 4,2 milhões.

A delação de Parente teria pontos coincidentes com depoimentos de outro delator, Sérgio Machado, que foi presidente da Transpetro e foi indicado para o posto por Calheiros. Machado presidiu a empresa de 2003 a 2015 e também fez acordo de delação premiada.

Os políticos citados negam ter recebido qualquer quantia em dinheiro dele. Sarney afirmou não conhecer Felipe Parente e que Sérgio Machado “não teria coragem de falar isso comigo”. Renan Calheiros também disse não conhecer Parente, acrescentando que qualquer chance de encontrarem impropriedade nas contas dele, eleitorais ou pessoais, é zero.

“Nunca autorizei ou credenciei quem quer que seja a falar em meu nome, seja onde for”, disse o senador à revista.

Jucá, Barbalho e Raupp também negaram as acusações e garantiram desconhecer Parente.

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