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  • Manuela: Queremos a esquerda unida no 2º turno com um projeto nacional


    A pré-candidata do PCdoB à Presidência da República, Manuela D’Ávila, esteve na manhã desta sexta-feira (23), em São Paulo, onde participou da abertura do seminário “Desafios para a Retomada do Desenvolvimento Nacional”, promovido pela Fundação Maurício Grabois.

    Por Dayane Santos

    Manuela, que também é deputada estadual pelo Rio Grande do Sul, destacou a importância do evento para a formulação de um projeto nacional de desenvolvimento que garanta saídas para a crise que o país enfrenta.

    “A nossa ideia, e por isso nós nos organizamos assim, é aproveitar a contribuição de todos para que ao final tenhamos elementos para o nosso programa de governo”, afirmou a pré-candidata comunista no evento que contou com a presença do presidente da Fundação Maurício Grabois, Renato Rabelo; a professora de economia da UEM, Eliane Araújuo, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães e do economista Frederico Mazzucchelli, entre outros.

    Para Manuela, país está “numa encruzilhada”: “Ou aprofunda o caminho de um projeto ultraliberal e antinacional ou retoma a rota de uma projeto de construção nacional e de desenvolvimento”.

    “Nosso esforço é fazer com que as eleições de 2018 consiga responder a dois temas centrais. De um lado, o esforço que nós e um conjunto de partidos temos feito para que existam eleições é o espaço mais privilegiado que temos para apresentar um projeto para enfrentar a crise que o Brasil vive”, enfatizou.

    Ela destacou ainda que não há caminho para superar as profundas desigualdades do Brasil, sem a promoção do emprego e que as riquezas sejam destinadas ao fortalecimento da soberania e do Estado nacional.

    Manuela citou o manifesto lançado em fevereiro, intitulado “Unidade para Reconstruir o Brasil”, assinado pelas cinco fundações vinculadas ao PCdoB, PT, PDT, PSB e Psol.

    “Destacamos a necessidade de estruturar um projeto nacional de desenvolvimento e essa tem sido a missão. Fizemos em conjunto com os partidos do nosso campo, para que esse projeto de desenvolvimento nacional não fosse uma ideia apresentada apenas pelo nosso partido, mas sim com os partidos que tem compromisso com algumas ideias centrais”, frisou Manuela, destacando ainda a importância da unidade das forças progressistas.

    “A unidade das forças progressistas e da esquerda não se constroem e não se construírão no abstrato. A convergência deve se dar através de aproximações de esforço e de busca do entendimento mútuo, criando pontes sem vetos pré-estabelecidos. O debate que realizamos hoje tem relação com isso, a forma como nós encontramos também para trilhar esse caminho”, salientou.

    Ela disse ainda que a sua pré-candidatura também busca contribuir para que as forças progressistas estejam no segundo turno da disputa eleitoral. “Representadas por um programa avançado, materializado e orientado de um novo projeto nacional de desenvolvimento”, destacou.

    “Essa é a missão que colocamos com a nossa pré-candidatura, fazer que o debate que nos aproxima e nos separa, seja a ideia de que o Brasil merece ter um caminho próprio e construir seu projeto nacional de desenvolvimento. O nosso povo, as nossas mulheres, os nossos jovens, as negras e os negros, só viverão com dignidade se nós garantirmos que o Brasil ocupe seu lugar no mundo de forma soberana e com a consolidação real do Estado nacional”, concluiu.

    Unidade

    Frederico Mazzucchelli, economista e um dos debatedores, disse que considera a pré-candidatura de Manuela como “um momento de frescor e vida a quadra política brasileira”.

    “Acho que é muito importante ter uma pessoas com os seus atributos, com a sua qualidade, inteligência e vitalidade. Uma mulher com uma filha de 2 anos e está concluindo a tese de mestrado. Vejo com enorme simpatia e entusiasmo essa candidatura”, disse o palestrante.

    Frederico disse ainda que fica ainda mais entusiasmado com se fala em unidade da esquerda. “Isso é fundamental hoje porque assistimos uma avanço da direita. Vivemos um momento de horror em vário sentidos: o horror politico, o horror social que se manifesta em uma quase sociopatia que se manifesta com o avanço da intolerância e da percepção primárias dos fenômenos, dos julgamentos fáceis, das oposições simplistas e do embrutecimento das mentes”, analisou.

    Do Portal Vermelho

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