Eliziane dialoga com centrais sobre reforma da Previdência

A deputada federal Eliziane Gama (PPS) defende o debate amplo com a sociedade sobre a Reforma da Previdência antes da votação, ainda sem data prevista, do projeto pela Câmara Federal. Nesta segunda-feira, 4, a parlamentar esteve reunida com lideranças das duas principais centrais sindicais no estado, CUT e Força Sindical, para manifestar apoio à mobilização de rua contra as reformas marcada para este terça, 5. As centrais mantiveram a agenda no Maranhão diante da iminência da votação acontecer ainda este ano, antes do recesso parlamentar.

“Achei importante a aproximação e diálogo com as centrais para ter conhecimento dos pontos mais discordantes sobre a reforma da Previdência”, assinalou a deputada aos presidente da centrais sindicais. Na semana passada, Eliziane esteve com Raimundo Frazão, presidente da Força Sindical no estado, para conversar sobre o tema. CUT e Força Sindical são favoráveis ao arquivamento da proposta de reforma.

Fora da base do governo Temer desde maio, o PPS não fechou questão sobre como deve votar. Na Câmara, o partido conta com nove votos. Eliziane votou contra a reforma Trabalhista, acompanhada por mais dois deputados da bancada do seu partido. Dos 18 deputados, 13 votaram a favor da reforma que as centrais consideram perniciosa. Eles estão na lista de traidores dos movimentos sindicais no estado.

No entendimento dos dirigentes das centrais, está clara que a previdência não é deficitária Na convocação para a mobilização as centrais apontam os parlamentares que votaram favoráveis à reforma trabalhista. É consenso interno nas centrais que as novas regras das relações de trabalho estão conectadas com a reforma da Previdência. Ambas são perversas à classe trabalhadora.

A presidenta da CUT-MA, Maria Adriana Oliveira, acredita que o recuo em alguns pontos da reforma da Previdência proposta pelo governo Temer é apenas uma estratégia para obter votos necessário para sua aprovação pela Câmara. Adriana na retirada da proposta para a idade mínima de contribuição para trabalhadores rurais como estratégica para aprovar o projeto em sua essência.

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